sábado, 9 de janeiro de 2010

Jovens obcecadas por magreza podem ter ossos mais fracos




A temporada de moda brasileira chegou e, com ela, a discussão sobre casos de modelos obcecadas pela magreza, que fazem de tudo um pouco para atingir o corpo que julgam (equivocadamente) perfeito. E, de acordo com pesquisadores britânicos da Universidade de Bristol, o peso abaixo do ideal pode tornar os ossos das garotas fracos.
A equipe examinou mais de 4 mil meninas de 15 anos e calculou a forma e a densidade de seus ossos, além da gordura corporal. Constatou, a partir de então, que a resistência óssea está relacionada aos níveis de gordura, o que significa que a pressão para ser magra pode aumentar as chances de fraturas.

Segundo informou o jornal britânico Daily Mail, 5 kg a mais de massa gorda nas garotas foi associado a um aumento de 8% na espessura do osso da perna, por exemplo. Vale dizer que a massa óssea continua a crescer lentamente ao longo dos 20 e poucos anos, mas, após os 35, a perda óssea é elevada como parte do processo natural de envelhecimento. Portanto, construir ossos fortes na juventude é particularmente importante às mulheres, uma vez que têm mais probabilidade de desenvolver problemas como osteoporose e fraturas no quadril.

domingo, 3 de janeiro de 2010

Emoções e humor influenciam na intensidade da dor, diz pesquisa




Quem sofre com dores pode ter um alivio barato e simples, de acordo com um estudo da Universidade de Montreal, no Canadá. Pesquisadores chegaram à conclusão de que afastar emoções negativas diminui o problema.


"As emoções ou humor podem alterar a forma como reagimos à dor, uma vez que estão interligados", disse o líder da pesquisa, Mathieu Roy, ao site Science Daily. "Nossos testes revelaram quando a dor é percebida pelo nosso cérebro e como essa dor pode ser ampliada ao ser combinada com emoções negativas."

Os cientistas avaliaram 13 participantes ao receberem pequenos, mas dolorosos choques. Durante o processo, observaram imagens agradáveis (como de alguém esquiando), desagradáveis (urso malvado) e neutras (livro). As reações do cérebro foram medidas por meio da ressonância magnética funcional e constatou-se que, quando os voluntários olhavam as desagradáveis, as dores eram mais fortes em comparação com o momento em que admiravam as agradáveis.

"Nossos resultados mostram que as intervenções não-farmacêuticas, como a fotografia ou a música, podem ser utilizadas na saúde para ajudar a aliviar a dor. Essas intervenções seriam baratas e adaptáveis a diversas áreas."

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Procura por endocrinologistas aumenta em 50% no final de ano





Ano novo, vida nova, corpo novo, calça nova - e com tamanho bem menor. Quando dezembro se despede, a procura por consultórios de endocrinologia aumenta em 50%. O motivo é sempre o mesmo: emagrecer. Segundo Claudia Pieper, uma das coordenadoras de Pós-Graduação em Endocrinologia da PUC, o mês de janeiro é propício para atingir o objetivo. Além das festas já terem passado, o verão é um ótimo motivador para quem quer perder os quilinhos extras.

As pessoas procuram o tratamento para ficarem bonitas para o verão e o Carnaval. Elas já chegam com vontade de transformar a vida, têm uma meta de emagrecimento. É fundamental, no entanto, emagrecer com saúde", afirma.

Pieper explica que, para perder peso, é necessária uma reeducação alimentar. Em casos mais graves, pode-se recorrer a medicamentos permitidos pela Associação Brasileira de Estudos sobre a Obesidade (Abeso), como a sibutramina. Já "tratamentos de choque", como os SPAs, não são aconselhados. Segundo a médica, o ideal é que o processo de emagrecimento seja feito aos poucos, sem exageros, para que a pessoa consiga manter-se magra futuramente. "A cirurgia de redução do estômago também só deve ser pensada depois de já se ter tentado outras alternativas, e em casos de risco de morte", orienta.

Segredo é evitar excesso
A nutricionista e pesquisadora do Instituto Estadual de Endocrinologia e Diabetes, Wilma Amorim, afirma que quem está com dez quilos acima do peso deve evitar frituras, açúcares e fast food. Segundo a profissional, comer carne em excesso também prejudica pessoas que desejam emagrecer.

O segredo, explica, é comer poucas quantidades em intervalos de quatro horas, não deixando de lado nenhum grupo alimentar. "Evite volumes grandes de comida no prato. O certo é distribuir os alimentos em café da manhã, almoço, lanche da tarde e jantar", ensina, ressaltando que o ideal é procurar ajuda profissional e unir a dieta à prática de exercícios. "Toda perda de peso é maior nos primeiros meses e, depois, vai sendo reduzida. Por isso também é importante ser persistente. Tenha em mente que emagrecer é possível, basta querer de verdade", diz.

Emagrecer em 2010 é a resolução de Ano Novo da professora Layla Baptista. Aos 24 anos, ela conta que já fez inúmeras tentativas. Desta vez, no entanto, acredita que vai dar certo. "Quero eliminar dez quilos até abril e, para isso, vou reeducar minha alimentação e praticar exercícios. Já comecei a dieta, mas vou dar uma pausa para as festas de fim de ano, que ninguém é de ferro", brinca.

Fique atento
Exercícios
Praticar atividades físicas ajuda a emagrecer mais rápido e a manter o corpo. Quando você se exercita, desenvolve massa muscular magra e queima gorduras.

Comece em janeiro
Quem ainda não começou uma reeducação alimentar deve esperar passar o Ano-Novo, depois que as festas terminarem. O ideal é se organizar para iniciar a dieta imediatamente após o dia 1º de janeiro. Nesta data, procure escolher uma sobremesa, um tipo de carne e reduza os beliscos.

Mude os hábitos
Evite fazer as refeições assistindo televisão, na frente do computador ou em pé. Concentre-se nos alimentos que você está comendo para não exagerar.

Mastigue bem
Observe: quem está acima do peso costuma comer rápido. Isso prejudica a digestão, que começa na boca, e a saciedade. O ideal é mastigar, no mínimo, dez vezes antes de engolir a comida.

Não compense
Troque os açúcares por alimentos light e diet, mas evite a compensação. De nada adianta o alimento ter menos calorias, se você triplicar a porção. Ao invés de emagrecer, engorda.

"Já perdi as contas de quantas vezes tentei emagrecer. Todo fim de ano é a mesma coisa, prometo que no ano seguinte vou começar uma dieta rígida. Dessa vez eu sei que será diferente e vou conseguir, pois estou me planejando pra isso. Já fui ao endocrinologista e ao nutricionista, sei o que devo comer e as quantidades certas. Minha meta inicial era emagrecer 15 quilos. Cinco já foram. Até abril, vou eliminar mais dez", diz Layla.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Conheça as temidas doenças de inverno

As doenças de inverno mais comuns são as que atingem a garganta e o aparelho respiratório. Seus alvos preferidos são as vias respiratórias superiores (o nariz), a garganta, os ouvidos e os pulmões.
Se tratadas adequadamente, essas doenças não têm maior gravidade, embora tragam grande desconforto. Mas, quando se complicam, podem levar à morte. Por isso, é fundamental conhecer suas diferenças e ficar de olho nos sintomas.

Em geral, secreções amareladas ou muito espessas, febre alta, dores fortes na cabeça ou no peito e dificuldades respiratórias indicam a necessidade de tratamento de emergência, muitas vezes com hospitalização. Para evitar que isso aconteça, informe-se.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Miomas são tumores benignos, mas precisam de cuidados






Miomas uterinos são tumores benignos que podem trazer incômodos ou simplesmente não apresentar sintomas. Por isso, é importante visitar o médico regularmente para identificá-los, principalmente porque podem interferir até mesmo na fertilidade da mulher. Confira abaixo 12 informações sobre o problema, listados pela ginecologista Rosa Maria Neme, diretora do Centro de Endometriose São Paulo:


1) A causa dos miomas é genética e o crescimento deles acontece, na maioria das vezes, por ação do estrógeno, hormônio produzido no ovário da mulher em idade reprodutiva.

2) Toda mulher pode desenvolver mioma. Após os 50 anos, a chance de ter é de 50%.

3) O problema pode acontecer em diferentes partes do útero e, por isso, conta com três classificações: subseroso (quando está localizado do lado de fora do útero), intramural (na musculatura do útero) e submucoso (dentro do útero).

4) Os sintomas são cólicas fortes, menstruação prolongada ou sangramento irregular.

5) O mioma pode virar um leiomiossarcoma (tumor maligno). Mas a chance é baixa: de 0,3 a 0,5%.

6) Pode interferir na fertilidade, dependendo da localização. Por isso, quando forem submucosos ou intramurais de grande volume ou localizados perto das trompas, devem ser operados.

7) O diagnóstico é realizado por meio de exames como o ultrassom e a ressonância magnética.

8) O tratamento depende do tamanho e da localização do mioma. Mas, em geral, é cirúrgico.

9) Em casos de miomas submucosos, sempre é recomendado retirá-los por histeroscopia (cirurgia em que se coloca uma câmera de vídeo por dentro do útero, sem cortes externos). Se a paciente tem algum dos outros tipos, a cirurgia é reservada àquelas com muitos sintomas ou em miomas de grande volume.

10) Podem ser usadas medicações para diminuir o tamanho do mioma, mas sempre antes de um procedimento cirúrgico.

11) Outro tratamento é a embolização, que consiste em colocar um cateter até a artéria que irriga o mioma e, então, interromper o fluxo de sangue. Dessa forma, há redução do tumor, evitando algumas cirurgias. No entanto, é indicado principalmente para mulheres com contra-indicações cirúrgicas ou com filhos e que não desejam ter mais, já que existe um risco (extremamente pequeno) de haver necrose de todo útero com necessidade de sua retirada.

12) Somente se retira o útero de mulheres com filhos e com miomas de grande volume (útero aumentado semelhante ao de uma gestação de cinco meses para cima) ou muito sintomáticos.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Consumo de café e cerveja pode prevenir o câncer de próstata




Se você precisava de mais um motivo para ir ao bar e tomar uma loura e depois dar uma esticadinha a uma cafeteria, a ciência conseguiu satisfazer sua vontade.


Um estudo conduzido em Harvard mostrou uma relação inversamente proporcional entre consumo de café e risco de câncer de próstata. Segundo uma das pesquisadoras, Kathryn M. Wilson, o café afeta no metabolismo da insulina e da glucose, além dos hormônios sexuais, que tem um papel importante neste tipo de câncer.

Os dados apresentados mostraram que homens que são grandes consumidores de café têm até 60% menos chance de contrair o câncer de próstata do que aqueles que nunca tomam a bebida, mas não conseguiu identificar qual substância no café é responsável pela prevenção, só afirmando que a cafeína tem pouca relevância no resultado.
O estudo foi conduzido entre 1986 e 2006 e acompanhou 50.000 homens.

Já na Alemanha (óbvio), mais especificamente no Centro Germânico de Prevenção ao Câncer em Heidelberg, cientistas mostraram que o componente natural xanthohumol encontrado no lúpulo (base da cerveja), também é um ótimo aliado na prevenção do câncer de próstata, atuando para bloquear a ação do estrogênio e da testosterona e assim conseguindo diminuir o nível de PSA (o índice que aponta a probabilidade de um homem ter câncer de próstata).

E para encerrar a matéria com um banho de água fria, um estudo publicado no periódico Behavioural Neuroscience e realizado pela Temple University da Filadélfia mostrou que o café não só não deixa um beberrão sóbrio como potencializa a ação do álcool no corpo.

Com testes realizados em ratos, os pesquisadores viram que o álcool bloqueia a habilidade da cafeína em tornar o animal mais atento e desperto, mas a combinação acaba deixando-os mais relaxados.

Ou seja, em humanos o efeito faria com que a pessoa achasse que está apenas levemente embriagada e capaz de realizar coisas normais como dirigir um carro, por exemplo, enquanto na verdade ela não está apta a isso.

Só que não é só com o café que esses efeitos ocorrem. Misturar álcool com energéticos (ricos em cafeína), moda em muitas baladas, vai provocar a mesma reação.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Brasil instala fábrica de medicamentos contra aids na África

O Ministério da Saúde vai doar R$ 13,6 milhões para a primeira fase de instalação de uma fábrica de medicamentos contra a aids em Moçambique. Por meio de cooperação entre os governos brasileiro e moçambicano, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) vai aplicar diretamente os recursos no desenvolvimento do projeto da unidade, na compra de todos os equipamentos e na capacitação de profissionais de saúde no país africano. A Lei que libera o valor foi publicada no Diário Oficial da União nesta terça-feira (15).

A partir do projeto de construção da fábrica, elaborado pela Fiocruz, o governo de Moçambique vai realizar as obras. Quando as instalações estiverem prontas, a fundação vai enviar os aparelhos. Extensão do Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos) da Fiocruz, a fábrica deverá começar a funcionar no fim de 2010, em Maputo, capital de Moçambique.

Na fase inicial, o país africano vai apenas embalar os medicamentos enviados pelo Brasil. Depois disso, por meio da gradual transferência de tecnologia brasileira, os moçambicanos vão desenvolver os próprios antirretrovirais. Para o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, o acordo entre os dois governos contribuirá com a melhoria da qualidade de vida dos moçambicanos.

“Vamos gerar conhecimento e permitir o desenvolvimento econômico e social de Moçambique. Essa cooperação está inserida nas políticas do governo brasileiro de fortalecimento das relações com os países de língua portuguesa”, ressalta Temporão. O ministro da Saúde observa também que o acordo está entre as prioridades do programa Mais Saúde: direito de todos, projeto lançado em 2007 pelo Ministério para promover um novo padrão de desenvolvimento na área da saúde.

EPIDEMIA - O embaixador de Moçambique no Brasil, Murade Isaac Mugargy, considera fundamental o apoio brasileiro para ajudar a salvar vidas. “Como a maioria dos países africanos, enfrentamos uma epidemia muito forte de aids”, conta. Além da produção de medicamentos, temos o grande desafio dar continuidade ao desenvolvimento de atividades de educação sexual, com orientações sobre o uso de preservativo, por exemplo”, completa o embaixador.

Estima-se que 500 pessoas peguem aids por dia em Moçambique. De acordo com o Relatório de Progresso para a Sessão Especial da Assembleia Geral das Nações Unidas Sobre o HIV, aproximadamente 1,6 milhão de moçambicanos vivem atualmente com a doença. No Brasil, estimativas apontam que há 630 mil soropositivos.
Segundo o diretor de Farmanguinhos, Hayne Felipe da Silva, a liberação dos recursos contribuirá com o fortalecimento e o crescimento de Moçambique. “Queremos ajudar o país africano para que ele tenha tecnologia e consiga enfrentar esse grande flagelo, que é a epidemia de aids”, diz o diretor.

OUTRAS AÇÕES - Além da fábrica de medicamentos, o Acordo Geral de Cooperação Fiocruz-África traz outras iniciativas. Em outubro de 2008, a Fiocruz inaugurou o Escritório Técnico de Moçambique, um braço de cooperação internacional entre o Brasil e países de língua portuguesa na área de saúde pública. O pólo fica em Maputo.

Em maio deste ano, onze moçambicanos foram formados pelo Programa de Mestrado em Ciências da Saúde, promovido pela Fiocruz em parceria com o Ministério da Saúde de Moçambique. Eles receberam o diploma de capacitação profissional (equivalente à especialização).