segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Procura por endocrinologistas aumenta em 50% no final de ano





Ano novo, vida nova, corpo novo, calça nova - e com tamanho bem menor. Quando dezembro se despede, a procura por consultórios de endocrinologia aumenta em 50%. O motivo é sempre o mesmo: emagrecer. Segundo Claudia Pieper, uma das coordenadoras de Pós-Graduação em Endocrinologia da PUC, o mês de janeiro é propício para atingir o objetivo. Além das festas já terem passado, o verão é um ótimo motivador para quem quer perder os quilinhos extras.

As pessoas procuram o tratamento para ficarem bonitas para o verão e o Carnaval. Elas já chegam com vontade de transformar a vida, têm uma meta de emagrecimento. É fundamental, no entanto, emagrecer com saúde", afirma.

Pieper explica que, para perder peso, é necessária uma reeducação alimentar. Em casos mais graves, pode-se recorrer a medicamentos permitidos pela Associação Brasileira de Estudos sobre a Obesidade (Abeso), como a sibutramina. Já "tratamentos de choque", como os SPAs, não são aconselhados. Segundo a médica, o ideal é que o processo de emagrecimento seja feito aos poucos, sem exageros, para que a pessoa consiga manter-se magra futuramente. "A cirurgia de redução do estômago também só deve ser pensada depois de já se ter tentado outras alternativas, e em casos de risco de morte", orienta.

Segredo é evitar excesso
A nutricionista e pesquisadora do Instituto Estadual de Endocrinologia e Diabetes, Wilma Amorim, afirma que quem está com dez quilos acima do peso deve evitar frituras, açúcares e fast food. Segundo a profissional, comer carne em excesso também prejudica pessoas que desejam emagrecer.

O segredo, explica, é comer poucas quantidades em intervalos de quatro horas, não deixando de lado nenhum grupo alimentar. "Evite volumes grandes de comida no prato. O certo é distribuir os alimentos em café da manhã, almoço, lanche da tarde e jantar", ensina, ressaltando que o ideal é procurar ajuda profissional e unir a dieta à prática de exercícios. "Toda perda de peso é maior nos primeiros meses e, depois, vai sendo reduzida. Por isso também é importante ser persistente. Tenha em mente que emagrecer é possível, basta querer de verdade", diz.

Emagrecer em 2010 é a resolução de Ano Novo da professora Layla Baptista. Aos 24 anos, ela conta que já fez inúmeras tentativas. Desta vez, no entanto, acredita que vai dar certo. "Quero eliminar dez quilos até abril e, para isso, vou reeducar minha alimentação e praticar exercícios. Já comecei a dieta, mas vou dar uma pausa para as festas de fim de ano, que ninguém é de ferro", brinca.

Fique atento
Exercícios
Praticar atividades físicas ajuda a emagrecer mais rápido e a manter o corpo. Quando você se exercita, desenvolve massa muscular magra e queima gorduras.

Comece em janeiro
Quem ainda não começou uma reeducação alimentar deve esperar passar o Ano-Novo, depois que as festas terminarem. O ideal é se organizar para iniciar a dieta imediatamente após o dia 1º de janeiro. Nesta data, procure escolher uma sobremesa, um tipo de carne e reduza os beliscos.

Mude os hábitos
Evite fazer as refeições assistindo televisão, na frente do computador ou em pé. Concentre-se nos alimentos que você está comendo para não exagerar.

Mastigue bem
Observe: quem está acima do peso costuma comer rápido. Isso prejudica a digestão, que começa na boca, e a saciedade. O ideal é mastigar, no mínimo, dez vezes antes de engolir a comida.

Não compense
Troque os açúcares por alimentos light e diet, mas evite a compensação. De nada adianta o alimento ter menos calorias, se você triplicar a porção. Ao invés de emagrecer, engorda.

"Já perdi as contas de quantas vezes tentei emagrecer. Todo fim de ano é a mesma coisa, prometo que no ano seguinte vou começar uma dieta rígida. Dessa vez eu sei que será diferente e vou conseguir, pois estou me planejando pra isso. Já fui ao endocrinologista e ao nutricionista, sei o que devo comer e as quantidades certas. Minha meta inicial era emagrecer 15 quilos. Cinco já foram. Até abril, vou eliminar mais dez", diz Layla.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Conheça as temidas doenças de inverno

As doenças de inverno mais comuns são as que atingem a garganta e o aparelho respiratório. Seus alvos preferidos são as vias respiratórias superiores (o nariz), a garganta, os ouvidos e os pulmões.
Se tratadas adequadamente, essas doenças não têm maior gravidade, embora tragam grande desconforto. Mas, quando se complicam, podem levar à morte. Por isso, é fundamental conhecer suas diferenças e ficar de olho nos sintomas.

Em geral, secreções amareladas ou muito espessas, febre alta, dores fortes na cabeça ou no peito e dificuldades respiratórias indicam a necessidade de tratamento de emergência, muitas vezes com hospitalização. Para evitar que isso aconteça, informe-se.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Miomas são tumores benignos, mas precisam de cuidados






Miomas uterinos são tumores benignos que podem trazer incômodos ou simplesmente não apresentar sintomas. Por isso, é importante visitar o médico regularmente para identificá-los, principalmente porque podem interferir até mesmo na fertilidade da mulher. Confira abaixo 12 informações sobre o problema, listados pela ginecologista Rosa Maria Neme, diretora do Centro de Endometriose São Paulo:


1) A causa dos miomas é genética e o crescimento deles acontece, na maioria das vezes, por ação do estrógeno, hormônio produzido no ovário da mulher em idade reprodutiva.

2) Toda mulher pode desenvolver mioma. Após os 50 anos, a chance de ter é de 50%.

3) O problema pode acontecer em diferentes partes do útero e, por isso, conta com três classificações: subseroso (quando está localizado do lado de fora do útero), intramural (na musculatura do útero) e submucoso (dentro do útero).

4) Os sintomas são cólicas fortes, menstruação prolongada ou sangramento irregular.

5) O mioma pode virar um leiomiossarcoma (tumor maligno). Mas a chance é baixa: de 0,3 a 0,5%.

6) Pode interferir na fertilidade, dependendo da localização. Por isso, quando forem submucosos ou intramurais de grande volume ou localizados perto das trompas, devem ser operados.

7) O diagnóstico é realizado por meio de exames como o ultrassom e a ressonância magnética.

8) O tratamento depende do tamanho e da localização do mioma. Mas, em geral, é cirúrgico.

9) Em casos de miomas submucosos, sempre é recomendado retirá-los por histeroscopia (cirurgia em que se coloca uma câmera de vídeo por dentro do útero, sem cortes externos). Se a paciente tem algum dos outros tipos, a cirurgia é reservada àquelas com muitos sintomas ou em miomas de grande volume.

10) Podem ser usadas medicações para diminuir o tamanho do mioma, mas sempre antes de um procedimento cirúrgico.

11) Outro tratamento é a embolização, que consiste em colocar um cateter até a artéria que irriga o mioma e, então, interromper o fluxo de sangue. Dessa forma, há redução do tumor, evitando algumas cirurgias. No entanto, é indicado principalmente para mulheres com contra-indicações cirúrgicas ou com filhos e que não desejam ter mais, já que existe um risco (extremamente pequeno) de haver necrose de todo útero com necessidade de sua retirada.

12) Somente se retira o útero de mulheres com filhos e com miomas de grande volume (útero aumentado semelhante ao de uma gestação de cinco meses para cima) ou muito sintomáticos.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Consumo de café e cerveja pode prevenir o câncer de próstata




Se você precisava de mais um motivo para ir ao bar e tomar uma loura e depois dar uma esticadinha a uma cafeteria, a ciência conseguiu satisfazer sua vontade.


Um estudo conduzido em Harvard mostrou uma relação inversamente proporcional entre consumo de café e risco de câncer de próstata. Segundo uma das pesquisadoras, Kathryn M. Wilson, o café afeta no metabolismo da insulina e da glucose, além dos hormônios sexuais, que tem um papel importante neste tipo de câncer.

Os dados apresentados mostraram que homens que são grandes consumidores de café têm até 60% menos chance de contrair o câncer de próstata do que aqueles que nunca tomam a bebida, mas não conseguiu identificar qual substância no café é responsável pela prevenção, só afirmando que a cafeína tem pouca relevância no resultado.
O estudo foi conduzido entre 1986 e 2006 e acompanhou 50.000 homens.

Já na Alemanha (óbvio), mais especificamente no Centro Germânico de Prevenção ao Câncer em Heidelberg, cientistas mostraram que o componente natural xanthohumol encontrado no lúpulo (base da cerveja), também é um ótimo aliado na prevenção do câncer de próstata, atuando para bloquear a ação do estrogênio e da testosterona e assim conseguindo diminuir o nível de PSA (o índice que aponta a probabilidade de um homem ter câncer de próstata).

E para encerrar a matéria com um banho de água fria, um estudo publicado no periódico Behavioural Neuroscience e realizado pela Temple University da Filadélfia mostrou que o café não só não deixa um beberrão sóbrio como potencializa a ação do álcool no corpo.

Com testes realizados em ratos, os pesquisadores viram que o álcool bloqueia a habilidade da cafeína em tornar o animal mais atento e desperto, mas a combinação acaba deixando-os mais relaxados.

Ou seja, em humanos o efeito faria com que a pessoa achasse que está apenas levemente embriagada e capaz de realizar coisas normais como dirigir um carro, por exemplo, enquanto na verdade ela não está apta a isso.

Só que não é só com o café que esses efeitos ocorrem. Misturar álcool com energéticos (ricos em cafeína), moda em muitas baladas, vai provocar a mesma reação.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Brasil instala fábrica de medicamentos contra aids na África

O Ministério da Saúde vai doar R$ 13,6 milhões para a primeira fase de instalação de uma fábrica de medicamentos contra a aids em Moçambique. Por meio de cooperação entre os governos brasileiro e moçambicano, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) vai aplicar diretamente os recursos no desenvolvimento do projeto da unidade, na compra de todos os equipamentos e na capacitação de profissionais de saúde no país africano. A Lei que libera o valor foi publicada no Diário Oficial da União nesta terça-feira (15).

A partir do projeto de construção da fábrica, elaborado pela Fiocruz, o governo de Moçambique vai realizar as obras. Quando as instalações estiverem prontas, a fundação vai enviar os aparelhos. Extensão do Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos) da Fiocruz, a fábrica deverá começar a funcionar no fim de 2010, em Maputo, capital de Moçambique.

Na fase inicial, o país africano vai apenas embalar os medicamentos enviados pelo Brasil. Depois disso, por meio da gradual transferência de tecnologia brasileira, os moçambicanos vão desenvolver os próprios antirretrovirais. Para o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, o acordo entre os dois governos contribuirá com a melhoria da qualidade de vida dos moçambicanos.

“Vamos gerar conhecimento e permitir o desenvolvimento econômico e social de Moçambique. Essa cooperação está inserida nas políticas do governo brasileiro de fortalecimento das relações com os países de língua portuguesa”, ressalta Temporão. O ministro da Saúde observa também que o acordo está entre as prioridades do programa Mais Saúde: direito de todos, projeto lançado em 2007 pelo Ministério para promover um novo padrão de desenvolvimento na área da saúde.

EPIDEMIA - O embaixador de Moçambique no Brasil, Murade Isaac Mugargy, considera fundamental o apoio brasileiro para ajudar a salvar vidas. “Como a maioria dos países africanos, enfrentamos uma epidemia muito forte de aids”, conta. Além da produção de medicamentos, temos o grande desafio dar continuidade ao desenvolvimento de atividades de educação sexual, com orientações sobre o uso de preservativo, por exemplo”, completa o embaixador.

Estima-se que 500 pessoas peguem aids por dia em Moçambique. De acordo com o Relatório de Progresso para a Sessão Especial da Assembleia Geral das Nações Unidas Sobre o HIV, aproximadamente 1,6 milhão de moçambicanos vivem atualmente com a doença. No Brasil, estimativas apontam que há 630 mil soropositivos.
Segundo o diretor de Farmanguinhos, Hayne Felipe da Silva, a liberação dos recursos contribuirá com o fortalecimento e o crescimento de Moçambique. “Queremos ajudar o país africano para que ele tenha tecnologia e consiga enfrentar esse grande flagelo, que é a epidemia de aids”, diz o diretor.

OUTRAS AÇÕES - Além da fábrica de medicamentos, o Acordo Geral de Cooperação Fiocruz-África traz outras iniciativas. Em outubro de 2008, a Fiocruz inaugurou o Escritório Técnico de Moçambique, um braço de cooperação internacional entre o Brasil e países de língua portuguesa na área de saúde pública. O pólo fica em Maputo.

Em maio deste ano, onze moçambicanos foram formados pelo Programa de Mestrado em Ciências da Saúde, promovido pela Fiocruz em parceria com o Ministério da Saúde de Moçambique. Eles receberam o diploma de capacitação profissional (equivalente à especialização).

domingo, 13 de dezembro de 2009

Superobeso tem maior risco de morte após cirurgia bariátrica





Pesquisa divulgada na edição de outubro de Archives of Surgery, jornal mensal da American Medical Association, aponta maior risco de mortes entre pacientes que sofriam de obesidade mórbida e que realizaram a cirurgia bariátrica, em até um ano após o procedimento.


O levantamento foi feito com veteranos que usam serviços médicos exclusivos para essa classe e, entre eles, 165 mil são identificados como portadores de obesidade nível 3, ou seja, com índice de massa corporal igual ou maior do que 40. O índice é considerado normal quando está entre 18,5 e 24,9.

Segundo o médico que conduziu a pesquisa, David Arterburn, do Group Health Research Institute, de Seattle, Washington, a maioria dos estudos anteriores foi realizada com mulheres mais jovens, e é a primeira vez que um levantamento é feito com homens mais velhos. O estudo contou com pesquisadores nas Universidades de Washington, Texas, Duke, Colorado.

Foram examinados os históricos de 856 veteranos que passaram pela operação entre 2000 e 2006. A média de massa corporal entre eles era de 48,7 e a idade, 54 anos. E 73% eram homens.

Cinquenta e quatro pacientes, ou 6,3% do total, morreram durante a recuperação; 1,3% vieram a óbito em um mês; 2,1% em 90 dias; e 3,4 % dentro de um ano.

Pacientes classificados como superobesos, com IMC igual ou maior do que 50, o que correspondia a 36% da amostra, tiveram maior risco de morte, registrando 30 óbitos.

Entre as explicações para o maior risco estão as complicações do procedimento em superobesos devido à quantidade de gordura abdominal, maior risco de embolia e doenças relacionadas à obesidade.

O número de operações do gênero triplicou entre 2000 e 2006, apesar de o procedimento ter sido realizado em cerca de 0,1% dos veteranos que se enquadram no critério de índice de massa corporal exigido.

Segundo o médico David Arterburn, o aumento do número de intervenções dependerá do impacto que a operação tem a longo prazo na saúde dos operados. A cirurgia bariátrica é um dos poucos procedimentos considerados eficazes na redução da obesidade mórbida causando significativa perda de peso para melhoria da saúde e qualidade de vida.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Tomar café não corta efeitos do álcool, indica estudo





Um estudo realizado nos Estados Unidos sugere que tomar café não acaba com os efeitos de uma bebedeira, diferentemente do que diz a crença popular.

Segundo os cientistas responsáveis pela pesquisa, o que o café parece fazer é tornar mais difícil para o alcoolizado perceber que está bêbado.

No estudo, da Universidade de Temple, na cidade de Filadélfia, camundongos foram submetidos a ruídos altos e luzes brilhantes, ficando assustados e sendo forçados a seguir por um labirinto para fugir.Os animais receberam doses de bebidas alcoólicas e cafeína em várias combinações diferentes, e o desempenho deles no labirinto foi comparado ao desempenho de outros ratos que receberam apenas uma solução salina neutra.

Os camundongos que receberam doses de álcool aparentaram estar mais relaxados, porém menos capazes de se moverem pelo labirinto para fugir dos sustos.

Os que receberam doses de cafeína ficaram mais alertas e se movimentaram melhor na fuga pelo labirinto.
Mas a combinação entre cafeína e bebida alcoólica, embora tenha resultado em camundongos um pouco mais alertas, não garantiu que eles conseguissem fugir pelo labirinto, evitando os sustos.
‘Mito’

Os pesquisadores acreditam que, em humanos, a combinação faz com que as pessoas sintam que não estão bêbadas, quando, na verdade, elas ainda estão sob efeito do álcool.

"É importante acabar com o mito sobre o poder do café de cortar o efeito do álcool, pois o consumo de cafeína e álcool pode na verdade levar a decisões erradas com resultados desastrosos", afirmou o líder da pesquisa, Thomas Gould.

"Pessoas que se sentem cansadas e embriagadas depois de consumir bebidas alcoólicas podem ter maior probabilidade de admitir que estão bêbadas."

"Por outro lado, pessoas que consumiram bebidas alcoólicas e cafeína podem sentir que estão em condições de lidar com situações potencialmente perigosas, como dirigir sob efeito da bebida", acrescentou.

A pesquisa foi publicada na publicação especializada Behavioural Neuroscience.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Dente quebrado: O que fazer?





Os dentes dos adultos deveriam durar a vida toda. Mas, com frequência algumas vezes irritantes para as infelizes vítimas, eles se quebram. Quando isto acontece, pode ser possível recolocar a parte quebrada no lugar, caso se mantenha o fragmento úmido e procure rapidamente um dentista.

Se o reimplante pode ser executado em menos de meia hora, a polpa possivelmente ainda estará viva, e o resultado será um sucesso. O tecido mais externo pode sobreviver por até 6 horas, permitindo ainda o reimplante com bom resultado.

Se quebrar um pedaço do seu dente, faça uma compressa gelada no local para diminuir o inchaço, guarde o fragmento que quebrou e corra para o dentista.

Se o dente foi completamente arracado, enxágue-o com água limpa. Se possível, coloque-o de volta no lugar ou sob sua língua. Se não for possível, envolva-o em um pano úmido ou em um copo com leite. Se a gengiva estiver sangrando, comprima-a com um lenço ou um chumaço de gazes. Tente chegar ao dentista em menos de 30 minutos após o acidente.

sábado, 5 de dezembro de 2009

Mais proteção aos bebês

É comum um bebê chorar até três horas por dia. Afinal, essa é a única forma que ele tem para se comunicar – informar que está com sono, fome ou incomodado com o barulho, por exemplo. Mas no interior de muitos lares essa manifestação é rebatida por adultos com violentas sacudidas. Um ato condenável, que acontece com uma frequência muito maior do que se imagina. De tão recorrente virou alvo de um projeto internacional para preveni-lo. A campanha, que teve início na Austrália, já está em mais de 150 países e acaba de ser lançada no Brasil.

O objetivo é chamar a atenção de pais, babás, outros cuidadores, educadores e médicos para o problema e suas consequências. No meio científico, ele é chamado de síndrome do bebê sacudido. A violência pode provocar danos neurológicos, cegueira e até a morte do bebê. “Essa também é a causa mais comum de traumatismo craniano não acidental entre crianças menores de três anos”, afirma o psicoterapeuta João Figueiró, presidente do Instituto Zero a Seis, voltado para a promoção de ações em favor de crianças nesta faixa etária. A entidade e o Laboratório de Análise e Prevenção da Violência da Universidade Federal de São Carlos são os responsáveis pela campanha no Brasil.

Os prejuízos ocorrem principalmente porque, no primeiro ano de vida, o organismo do bebê está em pleno desenvolvimento. Os nervos e vasos sanguíneos são mais frágeis, por exemplo, assim como as estruturas do pescoço. Até os neurônios estão desprotegidos – a membrana que os recobre ainda está em construção. “Ao ser chacoalhado, o cérebro se desloca, já que tem volume menor do que a caixa craniana”, explica o terapeuta Figueiró. “E um dos resultados pode ser a ruptura de vasos e hemorragia intracraniana.”

Muitos médicos, no Brasil e no mundo todo, desconhecem a síndrome. “Por isso queremos divulgar mais informações a esses profissionais”, afirma a pediatra Evelyn Eisenstein, professora da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Em relação às famílias, a campanha pretende orientar sobre formas de acalmar a criança durante as crises de choro. “A mãe que tem um vínculo forte com o filho protege. Queremos criar meios para fortalecer essa relação e evitar os maus-tratos”, diz a especialista.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Pesquisa comprova ação de cogumelo no combate ao câncer




Um estudo comprova o que terapias alternativas já apontavam: que um tipo de cogumelo tem ação no combate ao câncer.


A pesquisa realizada pelo New York Medical College identificou que a combinação de uma substância do cogumelo tipo Maitake e uma proteína chamada interferon alpha pode reduzir câncer de bexiga em até 75%. O estudo se soma a resultados de pesquisas anteriores que já indicavam ação positiva do alimento na redução do câncer de próstata.

O chefe do departamento de urologia do instituto, Sensuke Konno, propôs o estudo durante o encontro anual da Sociedade Americana de Urologia e os resultados foram divulgados em outubro nas principais publicações médicas da especialidade.

"É muito importante porque não apenas aumenta a eficácia do tratamento como melhora a qualidade de vida dos pacientes, pois reduz de maneira significativa a quantidade de medicamento convencional", afirmou o médico ao British Journal of Urology.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Conheça atitudes que ajudam a evitar o câncer





O Brasil terá quase meio milhão (489.270) de novos casos de câncer em 2010, de acordo com a estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca). Um detalhe positivo é que mudanças no estilo de vida diminuem os riscos de desenvolver a doença.


O controle do tabagismo, por exemplo, poderia evitar cerca de 30% dos números previstos para o próximo ano e, a adoção de uma alimentação adequada, 35%. Há a possibilidade de 10% da patologia de pele do tipo não-melanoma ser prevenida com medidas simples de proteção contra a radiação solar.

No Dia Nacional de Combate ao Câncer, 27 de novembro, confira como é possível prevenir o problema por meio de atitudes do dia a dia:

Alimentação
Para quem não fuma, a alimentação é o fator mais importante de prevenção do câncer, como disse o nutricionista Fábio Gomes, da Área de Alimentação, Nutrição e Câncer do Inca. Há iguarias comestíveis que ajudam a diminuir os riscos e outras que aumentam a probabilidade de desenvolver a doença.

As aliadas da saúde são as de origem vegetal: frutas, legumes, verduras e leguminosas (como feijão, lentilha, grão-de-bico). Têm o poder de inibir a chegada de compostos cancerígenos às células e, ainda, "consertar" o DNA danificado quando a agressão já começou. "Se a célula foi alterada e não foi possível consertar o DNA, alguns compostos promovem a morte delas, interrompendo a multiplicação desordenada."

Segundo o nutricionista, a ideia de que determinado alimento é bom para tal tipo de câncer não se aplica. "Tem de haver sinergismo entre os compostos, o que ajuda em todos os tipos da doença. Por isso, é importante variar a alimentação ao máximo." A recomendação é consumir, no mínimo, 400g por dia de vegetais, sendo 2/5 de frutas e 3/5 de legumes e verduras. Cada porção equivale a uma quantia do produto picado ou inteiro que caiba na palma da mão, totalizando aproximadamente 80g.

Entre os vilões estão os embutidos, por apresentarem grande quantidade de sal, nitritos e nitratos. "Os conservantes em contato com o suco digestivo do estômago se transformam em compostos cancerígenos." O conselho é evitar ao máximo as tentações desse gênero e o ideal seria que não fossem consumidas. Limite carne vermelha a 500g semanais.

A maneira de preparo, especialmente das carnes (de qualquer tipo), pode influenciar. As feitas na chapa ou fritas trazem malefícios, porque a exposição a altas temperaturas também atua na formação de compostos cancerígenos. Prefira levá-las ao forno ou usá-las em ensopados. Se quiser grelhar, opte pelo pré-cozimento.

Outra má notícia é que o tradicional e saboroso churrasco eleva os riscos. Além da temperatura alta, a fumaça do carvão tem dois componentes cancerígenos (alcatrão e hidrocarboneto policíclico aromático) que impregnam na refeição.

Controle de peso
O excesso de peso precisa ser eliminado. Quilos a mais na balança significam níveis mais altos de hormônios anabólicos (como a insulina) e fatores de crescimento (IGF-1), influenciando no surgimento de tumores. "Além disso, quando as células de gordura estão repletas, liberam fatores pró-inflamatórios. É como se a pessoa estivesse em um processo de inflamação generalizada, o que a torna mais vulnerável a fatores cancerígenos."

Vale mencionar, de acordo com Gomes, que dois tipos de alimento contribuem para o indesejável ganho de peso: os de alta densidade energética (bolachas e fast-foods) e os refrigerantes juntamente com os sucos industriais adicionados de açúcar.

Atividade física
Colocar o corpo em ação queima as gordurinhas e ainda equilibra os hormônios e os fatores de crescimento. Mas não basta praticar exercícios de vez em quando. Tem de ser em ritmo moderado, como uma caminhada mais acelerada, e por, no mínimo, 30 minutos diários. Com o tempo, a dica é tentar aumentar a intensidade ou estender o período. Dê definitivamente adeus ao sedentarismo.

Redução de bebidas alcoólicas
A ingestão excessiva de álcool altera o equilíbrio hormonal, aumentando as chances de câncer de mama, por exemplo, por conta do estrogênio. "O produto de sua metabolização é cancerígeno e agride o fígado. Também aumenta as chances de câncer em locais com que tem contato direto, como boca, esôfago e laringe." Ainda potencializa a absorção de outros cancerígenos. Por exemplo, se beber e fumar, o líquido destrói a barreira de proteção e os compostos do cigarro penetram com mais facilidade.

Caso não queira deixar de lado a bebida alcoólica, restrinja a sua quantidade. As mulheres podem saborear um drinque por dia (uma lata de cerveja ou uma taça de vinho) e, os homens, até dois.

Amamentação
Amamentar exclusivamente até os seis meses tem seus méritos. Diminui entre 13% e 21% os riscos de a mãe ter câncer de mama, como afirmou o nutricionista.

Enquanto o bebê suga o leite, o movimento promove uma espécie de esfoliação do tecido mamário por dentro. Assim, se houver células agredidas, são eliminadas e renovadas. "Quando termina a lactação, várias células se autodestroem, entre elas algumas que poderiam ter lesões no material genético."

Outro benefício é que as taxas do hormônio estrogênio caem durante o período de aleitamento. Toda mulher o produz, mas existe uma atuação importante dele no desencadeamento da patologia.

Proteção solar
Muito mais que manchas e envelhecimento precoce, a exposição ao sol em excesso e sem proteção pode levar ao câncer. Se for aproveitar os dias quentes para conquistar um bronzeado de dar inveja, evite ficar sob o sol entre 10h e 16h e use sempre filtro. O dermatologista Agnaldo Augusto Mirandez, membro efetivo da Sociedade Brasileira de Dermatologia e diretor da clínica Perfetta, em São Paulo, recomenda a partir do fator 20. Passe-o meia hora antes da exposição e reaplique-o a cada duas horas ou depois de suar ou mergulhar. Invista em chapéus, óculos escuros e guarda-sol.

Especialistas recomendam ainda passar o protetor solar diariamente, antes de sair de casa, e repetir a aplicação outras vezes ao dia, no rosto e nas mãos, áreas expostas constantemente às radiações solares.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Pacientes de Aids somam 33,4 milhões, alta de 1,2% desde 2007

Cerca de 33,4 milhões de pessoas em todo o mundo estão infectadas com o vírus da Aids, de acordo com comunicado divulgado nesta terça-feira (24) pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Programa Conjunto da ONU para HIV/Aids (Unaids).



Esse número significa um crescimento de 400 mil infectados, se comparado às 33 milhões de pessoas infectadas em 2007. Porcentualmente, a alta é de 1,2%.



O relatório acrescentou, no entanto, que mais pessoas estão vivendo mais tempo com a doença, por conta da disponibilidade de medicamentos para o tratamento do HIV.



"O número de mortes relacionadas à Aids caiu em mais de 10% nos últimos cinco anos ao passo que mais pessoas ganham acesso a medicamentos que salvam a vida", acrescentou.

domingo, 22 de novembro de 2009

Saúde da Pessoa com Deficiência POLÍTICA NACIONAL DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA

A Política Nacional de Saúde da Pessoa com Deficiência, instituída pela Portaria MS/GM nº 1.060, de 5 de junho de 2002, define, como propósitos gerais: proteger a saúde da pessoa com deficiência; reabilitar a pessoa com deficiência na sua capacidade funcional e desempenho humano, contribuindo para a sua inclusão em todas as esferas da vida social; e prevenir agravos que determinem o aparecimento de deficiências.

Estabelece as orientações gerais para a elaboração de planos, projetos e atividades voltados à saúde das pessoas com deficiência nos estados, Distrito Federal e municípios. Seu principal objetivo é propiciar atenção integral à saúde da pessoa com deficiência, desde a atenção básica até a sua reabilitação, incluindo a concessão de órteses, próteses e meios auxiliares de locomoção, quando se fizerem necessários.

Suas diretrizes, a serem implementadas solidariamente nas três esferas de gestão e incluindo as parcerias interinstitucionais necessárias, são: a promoção da qualidade de vida; a prevenção de deficiências; a atenção integral à saúde; a melhoria dos mecanismos de informação; a capacitação de recursos humanos; e a organização e funcionamento dos serviços.

1. Promoção da Qualidade de Vida – deve ser compreendida como responsabilidade social compartilhada, visando assegurar a igualdade de oportunidades, a construção de ambientes acessíveis e a ampla inclusão sociocultural. As cidades, os ambientes públicos e coletivos, os meios de transporte, as formas de comunicação, devem ser pensados para facilitar a convivência, o livre trânsito e a participação de todos os cidadãos.

Na área da saúde, é preciso tornar acessíveis as unidades de saúde, de acordo com a Norma Brasileira 9050/ABNT, como descrito no Manual de Estrutura Física das Unidades Básicas de Saúde, MS, 2ª ed., Brasília, 2008. Assegurar a representação das pessoas com deficiência nos Conselhos de Saúde, nas esferas municipal, estadual e federal.

2. Prevenção de Deficiências – atuação intersetorial, devendo a Saúde unir esforços a outras áreas como: educação, segurança, trânsito, assistência social, direitos humanos, esporte, cultura, comunicação e mídia, dentre outros.

Especificamente na área da saúde devem ser implementadas ações de prevenção, tendo em vista que cerca de 70% das ocorrências seriam evitáveis ou atenuáveis, com medidas apropriadas e oportunas. Ações de imunização, acompanhamento de gestantes (em especial as de risco), exames para os recém-nascidos, acompanhamento do crescimento infantil, acompanhamento dos diabéticos, hipertensos e pessoas com hanseníase, prevenção de acidentes (domésticos, no trânsito e no trabalho) e violências (álcool/drogas).

Medidas preventivas envolvem, também, ações de natureza informativa e educacional, voltadas à população, aos profissionais de saúde e aos gestores de serviços.

3. Atenção Integral à Saúde – responsabilidade direta do Sistema Único de Saúde e sua rede de unidades, voltada aos cuidados que devem ser dispensados às pessoas com deficiência, assegurando acesso às ações básicas e de maior complexidade, aos procedimentos de reabilitação, e ao recebimento de órteses, próteses e meios auxiliares de locomoção.

4. Melhoria dos Mecanismos de Informação – deve ser pensada e desenvolvida em vários pontos. Um deles é a melhoria dos registros de dados sobre as pessoas com deficiência no país. Outro é o aperfeiçoamento dos sistemas nacionais de informação do SUS, e a construção de indicadores e parâmetros específicos para esta área, com o desenvolvimento de estudos epidemiológicos, clínicos e de serviços, e com estímulo às pesquisas em saúde e deficiência.

Outro aspecto é a criação, e distribuição de material educativo e informativo na área da saúde em formatos acessíveis, isto é, em Braille, em Libras, em CD (PDF/TXT para conversão em voz) e em caracteres ampliados.

5. Capacitação de Recursos Humanos – é importante, pois os procedimentos de saúde são baseados especialmente na relação entre pessoas. Profissionais capacitados, tanto na rede básica (incluindo as equipes de Saúde da Família e os Agentes Comunitários de Saúde) quanto nos serviços de reabilitação (física, auditiva, visual, intelectual), estarão mais sensibilizados para os cuidados às pessoas com deficiência usuárias do SUS.


Outro foco de desenvolvimento e capacitação são os gestores locais de serviços em saúde e os usuários participantes dos Conselhos de Saúde, para que haja incremento no planejamento de políticas de saúde voltadas às pessoas com deficiência no país.

6. Organização e Funcionamento dos Serviços – os serviços de saúde devem se organizar como uma rede de cuidados, de forma descentralizada, intersetorial e participativa, tendo as Unidades Básicas de Saúde (ou Saúde da Família) como porta de entrada para as ações de prevenção e para as intercorrências gerais de saúde da população com deficiência.

Nas unidades especializadas, qualificadas para atender às necessidades específicas das pessoas com deficiência, a atenção será multiprofissional e interdisciplinar, com a presença da fisioterapia, da terapia ocupacional, da fonoaudiologia, e, dependendo da disponibilidade dos profissionais no município, também da psicologia e da assistência social. Neste nível será possível a avaliação de cada caso para, junto com a terapia, fazer a dispensação de órteses, próteses e meios auxiliares de locomoção, e o acompanhamento da adaptação aos equipamentos.

Para as unidades de alta tecnologia, ambulatorial ou hospitalar, reservam-se os casos que justificam intervenção intensa e mais freqüente, vinculados, se possível, a centros universitários. Estas unidades atendem as pessoas que sofreram traumas recentes, caracterizando uma via de entrada para a atenção no SUS. Para o seguimento destes casos há que se criar um fluxo para que as pessoas tenham acesso, após a alta hospitalar, às unidades básicas de saúde mais próximas de seus locais de moradia.

Para que aconteça
A viabilização desta política nacional deve-se a uma conjugação de esforços que tiveram seu início na decisão política dos governantes em responder positivamente às reivindicações e movimentos sociais de pessoas com deficiência. Os gestores do SUS nas três esferas de governo têm, como parceiros potenciais: educação, desenvolvimento social, direitos humanos, habitação, justiça, transporte, trabalho, esporte e turismo que, de forma articulada e integrada, podem atuar para a progressiva inclusão das pessoas com deficiência em suas comunidades, para o exercício da cidadania e vida social.

É importante registrar que a inclusão da pessoa com deficiência se dá, também, por ações da comunidade, transformando os ambientes, eliminando barreiras arquitetônicas e de atitudes, que impedem a efetiva participação social das pessoas com deficiência.

Uma cidade acessível e acolhedora será melhor para todos os cidadãos.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009






O que é diabete
Batizada pelos médicos de diabetes mellitus, a doença ocorre quando há um aumento do açúcar no sangue. Dependendo dos motivos desse disparo, pode ser de dois tipos:


• No tipo 1 as células do pâncreas que fabricam insulina, o hormônio que ajuda a glicose a entrar nas células, simplesmente foram destruídas.

• Já no tipo 2 ou a produção dela não é suficiente ou as células simplesmente não conseguem aproveitá-la da forma correta - a chamada resistência à insulina.

Nos dois casos, o excesso de glicose em circulação desencadeia várias complicações que, se não forem controladas, podem levar à morte.

O diabete é um dos problemas mais graves de saúde pública, pois responde por 40% das mortes por doenças cardiovasculares - a primeira causa de morte no mundo. No Brasil ele atinge cerca de 10% das pessoas entre 30 e 69 anos. Mas apenas metade delas sabem que são portadoras do distúrbio.

De onde vem o nome?
O termo diabetes foi cunhado lá pelo ano 70, na Grécia antiga, quando Areteu da Capadócia descreveu a doença pela primeira vez. Ele comparou o funcionamento do organismo desses pacientes a um sifão, o significado da palavra grega: comiam e bebiam muito, mas toda a energia que entrava pela boca ia embora literalmente pelo ralo com o excesso de urina. Já mellitus foi incorporado bem mais tarde. Em 1670 o médico inglês Thomas Willis provou a urina de indivíduos que apresentavam sintomas parecidos e descobriu que ela era muito doce. Quase dois séculos depois, em 1815, o químico francês M. Chevreul demonstrou que o açúcar dos diabéticos era glicose. Daí os médicos começaram a experimentar a urina de quem tinha suspeitas da doença. Ela foi batizada então de diabetes açucarada ou diabetes mellitus, palavra de origem latina que quer dizer mel ou adocicado.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Aids
A aids é uma doença que se manifesta após a infecção do organismo pelo Vírus da Imunodeficiência Humana, mais conhecido como HIV (proveniente do inglês - Human Immunodeficiency Virus).

A transmissão ocorre por meio do contato com sangue, sêmen, secreção vaginal ou leite materno da pessoa doente. Vale destacar que suor, lágrima, beijo no rosto ou na boca e uso comum de sabonete, toalha, copos ou talhares, entre outros, não transmitem a doença.

Desde 1996, com a distribuição gratuita de medicamentos aos brasileiros que necessitam do tratamento de aids, houve um aumento na sobrevida e uma melhora na qualidade de vida dos pacientes portadores do HIV. Atualmente, cerca de 180 mil pessoas recebem tratamento de aids fornecido pelo Ministério da Saúde e distribuído gratuitamente na rede pública de saúde.

domingo, 18 de outubro de 2009

Tire suas dúvidas sobre prevenção e tratamento da nova gripe
Saiba como evitar o contágio e o que fazer caso sinta os sintomas.
Dificuldade para respirar é principal sinal de agravamento.




Assim como ocorre na gripe comum, a maioria dos casos de gripe suína apresenta quadro clínico leve e quase 100% evoluem para a cura. A taxa de letalidade média, nas duas situações, é de 0,5%. Toda a mobilização em torno da nova gripe se justifica porque o vírus A (H1N1) é novo e ainda não há pesquisas científicas definitivas sobre suas características. Por isso, a prudência manda acompanhar sua evolução passo a passo. O principal risco associado à doença é uma inflamação severa dos pulmões, que pode levar à insuficiência respiratória. Confira abaixo as orientações gerais para lidar com a nova gripe.

É possível prevenir a doença?
Sim. Cubra a boca e o nariz com lenço descartável ao tossir ou espirrar e jogue o lenço no lixo após o uso. Lave bem as mãos frequentemente com água e sabão, especialmente depois de tossir ou espirrar. Você também pode usar produtos à base de álcool para limpar as mãos. Evite tocar os olhos, boca e nariz, porque os germes se espalham desse modo. Não compartilhe objetos de uso pessoal, como copos, pratos e talheres. Evite contato próximo com pessoas doentes. Alimente-se bem.



Quais sintomas indicam que eu posso estar com a nova gripe?
Febre repentina, tosse, dor de cabeça, dores musculares, dores nas articulações e coriza.



O que eu devo fazer se estiver sentindo isso?
Procure seu médico ou vá a um posto de saúde rapidamente.



O que eu NÃO devo fazer?
Não deixe passar 48 horas do início dos sintomas sem fazer nada. Não recorra à automedicação nem fique em casa tomando chazinho. Também não fique obcecado pela ideia de fazer a todo custo o teste para confirmar se você tem o A (H1N1) ou não. Médicos e hospitais vão tratá-lo, independentemente da confirmação laboratorial. Eles vão se orientar pelos sintomas, não pelo teste do H1N1. Também não corra para um hospital se você não está com os sintomas descritos. Muitos hospitais ficaram lotados recentemente com o assédio de pessoas que não tinham nem gripe comum. Evite todos esses extremos. Não há razão para pânico.



A nova gripe é parecida com a comum?
Sim. Na gripe comum, a maioria dos casos apresenta quadro clínico leve e quase 100% evoluem para a cura. Isso também ocorre na nova gripe. Em ambos os casos, o total de pessoas que morrem após contraírem o vírus em todo o mundo é, em média, de 0,5%. Como cerca de 30% dos que pegam gripe (de qualquer tipo) não apresentam sintomas, e nem todo mundo vai ao médico para relatar a infecção, a porcentagem real de mortos é ainda menor.



Mas se a nova gripe é parecida com a gripe comum, porque tanta mobilização?
Porque o vírus A (H1N1) é novo e ainda não se sabe tudo sobre suas características. É obrigação das autoridades de saúde e da comunidade científica acompanhar de perto a situação. A nova gripe pode afetar gravemente pessoas com sistema imune mais forte, ao menos em certos casos. O principal risco associado à doença é uma inflamação severa dos pulmões, que pode levar à insuficiência respiratória, ou seja, incapacidade de respirar direito.



O que indica agravamento do quadro clínico?
Frequência respiratória superior a 25 respirações por minuto, dores no peito, pressão baixa, dedos das mãos e dos pés arroxeados, confusão mental, sinais de desidratação.



Quem faz parte do grupo de risco?
Maiores de 60 anos de idade, menores de 2 anos, gestantes, pessoas com diabete, doença cardíaca, pulmonar ou renal crônica, com deficiência imunológica (como pacientes com câncer ou em tratamento para Aids) ou com doenças provocadas por alterações da hemoglobina, como anemia falciforme.



Se há agravamento ou eu faço parte do grupo de risco, o que acontece?
Você será encaminhado pelo seu médico ou pelo posto de saúde a um dos 68 hospitais de referência para tratamento de casos que inspiram mais cuidados. Essas unidades prepararam 900 leitos com isolamento adequado para atender aos doentes que necessitem de internação. O agravamento do quadro NÃO significa que ele vá ser fatal. Mesmo nos casos graves, a maioria dos pacientes sobrevive.



Quais os critérios de utilização para o remédio contra a nova gripe?
Só os pacientes com agravamento do estado de saúde nas primeiras 48 horas desde o início dos sintomas e as pessoas com maior risco de apresentar quadro clínico grave serão medicados com o remédio específico.



Isso é feito porque o medicamento está em falta?
Não. O objetivo é evitar o uso desnecessário e uma possível resistência ao medicamento. O Ministério da Saúde mantém estoque suficiente de medicamento para tratamento dos casos indicados. Além de comprimidos para uso imediato, há matéria-prima para produzir mais 9 milhões de tratamentos.



O vírus, se infectar grávidas, pode causar problemas de desenvolvimento em fetos?
Não. O grande problema enfrentado por uma grávida é a relativa debilidade do sistema de defesa de seu organismo na comparação com o de outras pessoas. É por isso que grávidas fazem parte do grupo de risco para complicações pela nova gripe.



Quem pega a gripe uma vez pode ser infectado por ela novamente mais tarde?
Não. O organismo cria defesas contra o vírus. No entanto, se houver uma mutação significativa no subtipo do vírus, alterando as características que o agente causador da doença usa para invadir o organismo, é como se fosse uma nova onda de gripe – e aí a doença pode se apresentar de novo.



O vírus A (H1N1) tem “transmissão sustentada” no Brasil? O que isso significa?
Que o contágio no Brasil não está mais vinculado a alguém que viajou e foi infectado pelo vírus ao exterior ou ao contato com quem viajou e foi infectado pelo vírus. Era essa a situação entre 24 de abril, data do primeiro alerta da Organização Mundial da Saúde (OMS), até o dia 15 de julho. Agora o vírus circula pelo país, de forma constante e ininterrupta. Ele não é mais “importado”.



A OMS declarou que há uma “pandemia” da nova gripe. Isso significa que haverá alto grau de mortalidade?
Não. O termo “pandemia” só indica que o vírus se espalhou em vários continentes e se transmite de forma sustentada, ou seja, sem interrupção da cadeia de transmissão no horizonte.



Qual a origem desse vírus?
A gripe A (H1N1), também chamada de gripe suína, é uma doença respiratória causada por um vírus influenza tipo A cujos "ancestrais" causam regularmente crises de gripe em porcos. Ocasionalmente, o vírus vence a barreira entre espécies e afeta humanos. O vírus da gripe suína clássica foi isolado pela primeira vez num porco em 1930. Desde então, o patógeno sofreu novas recombinações e se tornou mais capaz de infectar pessoas.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Lavar as mãos evita 50% das mortes por diarreia



Pesquisas mundiais apontam que 40% das pessoas não lavam as mãos depois de ir ao banheiro. Índices sobre o assunto são ratificados com novas pesquisas a cada ano, como a publicada no Journal of Environmental Health de setembro, que apontou que apenas 17% de estudantes de uma universidade canadense seguiam as recomendações de lavar as mãos.


Por isso, não é exagero lembrar os procedimentos corretos de higienização das mãos, tão importante em tempos da gripe tipo A, vírus H1N1 (a famosa gripe suína). Neste dia 15, comemora-se pelo segundo ano o Dia Mundial de Lavagem das Mãos, iniciativa do Unicef, organizações não-governamentais ligadas à saúde e de empresas privadas. É a segunda data destinada à conscientização do gesto. A Organização Mundial de Saúde comemora o Dia Mundial de Lavagem das Mãos em 5 de maio.

"Lavar as mãos com sabão é a maneira mais eficaz e barata de prevenir diarreias e infecções respiratórias agudas, causa da morte de milhares de crianças em países em desenvolvimento em todo o mundo. Apesar desse potencial, é raramente praticado e difícil de promover", diz o texto sobre a campanha, realizada desde o ano passado.

O simples gesto reduz em 50% o índice de mortes por diarreia e em 25% as por infecções respiratórias, e são mais eficientes do que prevenção por meio de vacinas ou intervenções médicas.

Neste dia, crianças de mais de 70 países em todos os continentes irão desenvolver atividades nas escolas, playgrounds e comunidades envolvendo a higiene das mãos. O desafio é transformar a lavagem das mãos com sabão em um hábito automático feito em casa, escolas e comunidades em todo o mundo.

"É necessário que se transforme em um comportamento", disse a médica Thais Guimarães, infectologista do Hospital das Clínicas em São Paulo e membro da Sociedade Brasileira de Infectologia.

Veja abaixo como deve ser feita a correta higienização das mãos e como proceder caso as condições não sejam ideais, principalmente em locais públicos.

Quando lavar: Antes de comer e antes e depois de ir ao banheiro são fundamentais. "E sempre que levar a mão ao nariz ou à boca, pois pode contaminar objetos e outras pessoas com germes", afirmou a infectologista. Não é necessário lavar as mãos várias vezes por dia, fora dessas situações. "Não é preciso ser neurótico. Basta lavar sempre que perceber estão sujas e precisam ser higienizadas. É diferente de um profissional de saúde que tem necessidade de lavar várias vezes por dia". As situações mais indicadas são após pegar em locais de grande contato como telefones, volantes, maçanetas, corrimão.

Condições ideais: A correta higiene das mãos é feita com água corrente, sabonete líquido e papel toalha para secar a pele. Mas isso não significa que basta usar os itens e pronto, você estará com a pele limpa. A remoção das bactérias é feita por ação mecânica, ou seja, é necessário esfregar as mãos. "Além disso, a espuma presente no sabonete ajuda a remover a gordura da pele, eliminando maior quantidade de germes", disse Thais.

Sabonete: Fora de casa, é necessário usar sempre sabonete líquido. Se a única opção for o em barra, não use. "É item contaminado, pois quem lavou as mãos antes deixou bactérias no produto", afirmou Thais Guimarães. Nesse caso, esfregue as mãos, seguindo os movimentos que faria com o sabão, mas lave apenas com água.

Secagem: O material disponível para secagem das mãos deve ser de uso exclusivo, ou seja, toalhas de papel descartáveis. Se as opções forem as de pano ou toalhas convencionais, melhor não secar. "E não enxugue na roupa, pois estará contaminando novamente as mãos", disse a infectologista. Segundo a especialista, o ar quente, disponível em aparelhos também é eficaz e tem o mesmo efeito da toalha de papel. E um outro cuidado ainda é importante: fechar a torneira protegendo a mão com o papel. "Enxágue as mãos, pegue o papel e seque as mãos. Com esse mesmo papel feche a torneira." Isso é importante pois são partes contaminadas por bactérias oriundas das mãos de pessoas que acabaram de ir ao banheiro. Thais ainda completa dizendo que o uso do papel para abrir a porta do banheiro não é tão necessário.

Sem água: Na ausência de pia ou a presença de uma pia que não oferece condições de higiene, os gel de limpeza de mãos são tão eficientes quanto uma lavagem correta das mãos, pois a maioria contém álcool, que remove boa parte das bactérias. No caso de outros produtos, como lenços umedecidos, é preciso prestar atenção à formulação. As que contiverem álcool são eficazes, mas os demais farão limpeza parcial das mãos, resultado mais da ação mecânica.

Produtos de ação bactericida: Não é recomendado o uso de sabonetes antibacterianos, a não ser sob indicação médica. "Têm maior poder de destruição de bactérias, eliminando até as que fazem a defesa da nossa pele, o que pode causar ressecamento e outras dermatites, como alergias", afirmou Thais Guimarães. Não é necessário nem em crianças que brincaram na rua. "Não há diferença entre os sabonetes, não há um mais eficaz, pois a eficiência está na ação mecânica."

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Aprovada medida provisória no valor de R$ 2,1 bilhões Recursos serão usados na compra de vacinas e medicamentos contra a nova gripe, além de equipamentos e material de diagnóstico, ampliação de leitos de UTI, capacitação profissional e pesquisas sobre o vírus pandêmico
Como se prevenir da gripe
O presidente da República em exercício, José Alencar, aprovou a medida provisória 469, que libera crédito suplementar de R$ 2,168 bilhões para o enfrentamento da pandemia de Influenza A (H1N1). A maior parte da verba será destinada ao Ministério da Saúde, que administrará R$ 2,163 bilhões. O restante – R$ 5,050 milhões – será destinado ao Ministério dos Transportes. A decisão foi publicada na primeira seção do Diário Oficial da União desta terça-feira (6). Os recursos da pasta da Saúde serão utilizados na aquisição de vacinas e medicamentos contra a nova gripe, além de equipamentos para hospitalização, material de diagnóstico, aumento do número de leitos de UTI e capacitação de profissionais de saúde. Do total das verbas aprovadas, R$ 1,06 bilhão será usado na aquisição de vacinas, que serão distribuídas no primeiro semestre de 2010, antes do início do inverno. A recomendação quanto ao número de doses e aos públicos prioritários para receberem a vacina devem ser anunciadas nas próximas semanas pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Com base nestas informações, o Ministério da Saúde definirá a quantidade de vacina que será adquirida. No hemisfério Norte, que deve ser atingido pela segunda onda da pandemia a partir de outubro, com o início do período frio, alguns países, como Estados Unidos, Austrália e Portugal, já começaram a vacinar a população. México e Itália anunciaram o início da vacinação ainda este mês. Diversos estudos científicos ainda estão sendo concluídos para indicar os grupos prioritários para receber a vacina. Sabe-se, de antemão, que não haverá vacinas para toda a população mundial. Mas existe o consenso de que pessoas com mais risco de morrer ou de desenvolver as formas graves da doença e profissionais de saúde, que vão atender a população durante a segunda onda da pandemia, estarão entre os grupos prioritários. MEDICAMENTOS – Com os recursos da medida provisória, o Ministério da Saúde também reforçará o estoque de medicamentos contra a gripe A, com a aquisição de mais 11,2 milhões de tratamentos, representando um investimento de R$ 483,6 milhões. Parte dos medicamentos (2 milhões de tratamentos) será produzida pelos laboratórios oficiais – do Exército, da Marinha e da Aeronáutica, sob supervisão do Laboratório de Farmanguinhos da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). As instituições militares receberão investimento de R$ 20 milhões em infraestrutra. Desde que a OMS informou a ocorrência da nova gripe, o Ministério da Saúde comprou e produziu um total de 1,4 milhão de tratamentos. De 25 de abril a 25 de setembro, foram distribuídos aos estados 897.419 tratamentos. Cada tratamento, composto por dez comprimidos, significa uma pessoa tratada. Além disso, o Ministério da Saúde mantém em estoque 8,5 milhões em matéria-prima para a formulação do produto, insumo adquirido em 2006 para uma possível pandemia de gripe aviária, que não ocorreu. ATENDIMENTO – A capacidade de atendimento de pacientes em estado grave será ampliada com o aumento do número de leitos de UTI, além da compra de equipamentos necessários nessas hospitalizações, como os kits de respiradores, e de oxímetros (utilizado nas emergências para avaliar o agravamento de problemas respiratórios). As verbas destinam-se, inclusive, para ampliação de leitos de UTI Neonatal, uma vez que as grávidas estão no grupo de risco da doença. Em relação à atenção básica, os estados receberão incentivos para ampliar os turnos das equipes de saúde da família, evitando a sobrecarga nas unidades de saúde, além de recursos para a atualização dos profissionais. O investimento total nessas áreas será de R$ 524,2 milhões. Além disso, outros R$ 22,72 milhões estão destinados à compra de equipamentos de proteção, principalmente para profissionais de saúde, e material para o diagnóstico da nova gripe, um total de 113,2 mil unidades de oito itens diferentes. Entre eles, destacam-se 3 mil embalagens para transporte de amostras infecciosas e 110 mil máscaras. Os exames estão sendo realizados nos três laboratórios de referência do Ministério da Saúde para influenza – Instituto Evandro Chagas/PA, Instituto Adolfo Lutz/SP e a Fiocruz/RJ – e dois laboratórios centrais dos estados do Paraná e do Rio Grande do Sul. O Ministério da Saúde vai financiar ainda cinco pesquisas sobre o comportamento do vírus A (H1N1). Um total de R$ 5 milhões será destinado a estudos sobre a efetividade do medicamento fosfato de osetalmivir na redução dos sintomas e da gravidade da doença e análise das mutações genéticas do vírus. Essas duas pesquisas deverão ficar prontas em um prazo de até um ano. As outras três, sobre fatores de risco, transmissão, gravidade, mortalidade e da validação do insumo produzido no país para o diagnóstico da doença serão finalizadas até o fim do ano. A intenção é validar o produto fabricado no Brasil e nacionalizar a sua produção.

sábado, 3 de outubro de 2009

AIDS

Aids
A aids é uma doença que se manifesta após a infecção do organismo pelo Vírus da Imunodeficiência Humana, mais conhecido como HIV (proveniente do inglês - Human Immunodeficiency Virus). A transmissão ocorre por meio do contato com sangue, sêmen, secreção vaginal ou leite materno da pessoa doente. Vale destacar que suor, lágrima, beijo no rosto ou na boca e uso comum de sabonete, toalha, copos ou talhares, entre outros, não transmitem a doença. Desde 1996, com a distribuição gratuita de medicamentos aos brasileiros que necessitam do tratamento de aids, houve um aumento na sobrevida e uma melhora na qualidade de vida dos pacientes portadores do HIV. Atualmente, cerca de 180 mil pessoas recebem tratamento de aids fornecido pelo Ministério da Saúde e distribuído gratuitamente na rede pública de saúde.
SINTOMAS
A aids não se manifesta da mesma forma em todas as pessoas. Entretanto, os sintomas iniciais são semelhantes: febre persistente, calafrios, dor de cabeça, dor de garganta, dores musculares, manchas na pele, gânglios ou ínguas embaixo do braço, no pescoço ou na virilha e que podem levar muito tempo para desaparecer. Com a progressão da doença e com o comprometimento do sistema imunológico do indivíduo, começam a surgir doenças oportunistas, tais como: tuberculose, pneumonia, alguns tipos de câncer, candidíase e infecções do sistema nervoso (toxoplasmose e meningite, por exemplo).
NÚMEROS NO BRASIL
De 1980 a junho de 2007, foram notificados 474.273 casos de aids no país. Nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, a incidência da doença tende à estabilização. Já no Norte e no Nordeste, a tendência é de crescimento.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Mamãe de primeira viagem

A primeira vez a gente nunca esquece, já dizia o ditado popular. A mãe que está por gerar seu filho pela primeira vez, sente com toda intensidade esse momento único em sua vida. Não que as outras gestações, caso ela venha a ter, sejam menos marcantes, é que esta possui a característica de ser simplesmente a primeira.Inicialmente é importante averiguar se esse filho foi planejado e está de comum acordo com os planos dos pais. Se ambos estão preparados emocionalmente e desejam a criança que está por vir. Existem pais que aprendem a aceitar seus futuros filhos somente depois de terem nascido.A criança é sensível o suficiente para perceber, já no ventre materno, se é aceita ou não. Por isso, é importante já nas primeiras semanas de gestação, que os pais demonstrem para seus filhos que eles são aceitos e amados incondicionalmente, dizendo para a criança em voz alta ou mesmo em pensamento, que a ama e está muito feliz com a sua chegada. O jeito que se conversa com o bebê, o tom de voz e a postura emocional, são até mais importantes do que o assunto da conversa. Para que a criança desde cedo vá se acostumando a ouvir as vozes dos pais, pode-se ler histórias infantis intercalando a voz da mãe com a do pai.Expectativas positivas geram ações e comportamentos positivos. Colocar um toque de brincadeira, de leveza em todo momento da gravidez, ajuda a criança a perceber que o ambiente que o espera é desprovido de tensões e ansiedades.Escutar músicas suaves e relaxantes produzem bons efeitos. Os sons tranqüilos da natureza ajudam a relaxar a mãe e quanto melhor estiver a mãe, mais tranqüila estará a criança, pois ela percebe todos os estados emocionais da mãe. Mães ansiosas geram filhos ansiosos.Massagens delicadas com óleos suaves como lavanda, camomila e amêndoas são demonstrações de afeto do pai para a mãe e consequentemente para o seu filho.Se possível é bom evitar assistir programas violentos na televisão, os quais podem provocar muita ansiedade e tensões na mãe e no bebê. Diminua o tempo na frente da TV se dedicando a atividades mais produtivas e criativas, tais como ler, ouvir música, pintar, escrever e passear pelos parques.É muito importante, para a futura mamãe, o hábito de praticar alguma atividade física. Os corpos bem preparados suportam com mais facilidades as mudanças físicas que a gravidez provoca nas mulheres. Se a mãe estiver com um bom tônus muscular, será mais fácil encarar as mudanças na postura corporal, como o arqueamento de suas costas, o súbito aumento de peso e outras alterações físicas decorrentes da gravidez.Quando o corpo se encontra com saúde e preparado para receber o futuro bebê, quando a mente está tranqüila e serena, sem medos e aflições, e quando o coração se encontra em um estado de receptividade e pronto para amar, estaremos aptos para dar, quem sabe, a nossa maior contribuição para a humanidade.

A importância da atividade física na gestação

Entrevista com Newton Santos.[Saúde na Internet]Um dos temas mais discutidos em se tratando de atividade física e saúde, é a prática de exercícios durante a gestação. A mulher grávida necessita de cuidados especiais no transcorrer de sua gravidez e isto se aplica, também, aos exercícios físicos. Mas é seguro a prática de exercícios físicos justamente durante este período especial para a mulher?[Newton Santos]A resposta a esta pergunta vai depender de quanto tempo a mulher já vinha praticando suas atividades físicas regularmente antes da gravidez; desde que você já esteja acostumada com algum tipo de atividade física ou exercício, não há razão para suspendê-lo na gravidez. Contudo, certifique-se que seu estado de saúde esteja satisfatório a fim de que não traga riscos à sua saúde e, principalmente ao seu bebê.O maior problema, na realidade, ocorre quando gestantes que nunca fizeram qualquer tipo de atividade física resolvem fazê-lo justamente no período da gravidez. E os fatores de risco do exercício na gestação ocorrem, não pelo fato delas estarem grávidas, mas sim pelo fato de se iniciarem numa atividade física sem estarem aptas e acostumadas à prática regular de exercício.Numa gestação normal, o exercício é benéfico para a mãe, para o desenvolvimento fetal, e para o suprimento de leite na amamentação. Alguns médicos citam a ocorrência bem menor de complicações pós-parto nas mulheres que seguiram um programa regular de exercício durante a gestação. O trabalho de parto fica muito facilitado nas mulheres que sempre fizeram algum tipo regular de esporte ou exercício, principalmente da musculatura abdominal.Deve-se entender que a gestação é uma condição que envolve cuidados especiais na prescrição de exercícios. Por esta razão, a gestante deve fazer visitas regulares ao seu obstetra e buscar orientação de profissionais especializados em atividade física para gestantes.A gestação não significa uma contra-indicação absoluta para exercícios físicos, desde que estes já estejam dentro de sua rotina de vida, porém deve-se ter o bom senso de praticá-los com moderação.

Gravidez após os 35 anos

Gostaria de saber os riscos de uma gravidez após os 35 anos e quais os exames necessários para o diagnóstico de uma má formação de feto.Após essa idade é mais comum a ocorrência de certos tipos de patologias como pressão alta, diabetes, pós datismo (passar da data de nascer). Quanto ao feto existe uma maior incidência de doenças como a Sindrome de Down por exemplo. Existe falta de literatura específica neste assunto e na prática clínica tenho observado que não existe muita diferença em ter uma gestação aos 18 anos e aos 38 anos.Tive muitos partos normais e fetos normais aos 38 anos e mal formados aos 17 anos.Para rastear alterações pode se fazer ultrassom e em casos com indicação biopsia de vilo corial.

Bronzeamento Artificial (auto bronzeamento)

O Bronzeamento Artificial com raios UVA e UVB (raios ultravioleta A e B) só é indicado para determinados tipos de doenças de pele e a critério de um médico dermatologista, como em alguns casos de psoríase e vitiligo.Esse tipo de bronzeamento é contra-indicado quando o objetivo é apenas estético, porque os raios podem lesar a pele e trazer danos a médio e longo prazos.Os problemas vão desde manchas de envelhecimento até o câncer de pele. Vários países têm um controle rígido sobre o bronzeamento artificial devido aos prejuízos causados pela aplicação inadequada deste processo.Estudos recentes comprovam que muitos anos de exposição a estas lâmpadas (dicróides e fluorescentes), associados a banhos de sol sem proteção, podem provocar o aparecimento de manchas e até câncer de pele.Um estudo sueco em 1994 concluiu que quem tem menos de 30 anos e se bronzeou 10 vezes ou mais com lâmpadas de UVA em um ano, aumenta em sete vezes as chances de desenvolver melanoma e carcinoma.Na Inglaterra, segunda colocada mundial de bronzeamento artificial (a campeã é a Alemanha) esta é a segunda forma mais comum de câncer, com 4.000 casos a cada ano e quatro mortes por dia.As emissões de UVA enfraquecem as células da pele e o sol tomado após as sessões prejudicam ainda mais, pois estas lâmpadas emitem 3 vezes mais raios ultravioletas do que o Sol, sendo assim uma sessão de apenas 15 minutos equivale a passar um dia inteiro na praia.Mas se estes argumentos não são capazes de convencer - um estudo conduzido por cientistas e biólogos norte-americanos descobriu que os raios UVA usados nas cabines de bronzeamento eram os mais intimamente associados ao desenvolvimento do melanoma em várias espécies de peixes suscetíveis ao câncer.Conclusão dos cientistas: “Os clientes das cabines de bronzeamento são as cobaias humanas de nossa investigação!”Portanto Sinal Vermelho às Lâmpadas de UVA e UVB.

Alerta de verão

Você sabia que todos os cosméticos utilizados pela manhã contendo filtro solar, devem ser reaplicados durante o dia ? Isso acontece porque apesar de a grande maioria dos cosméticos ser a prova dágua, não resistem ao suor e portanto são retirados da pele com o passar das horas. No verão e principalmente quando em exposição ao Sol, a aplicação de produtos com filtro solar deve ser feita a cada 40 minutos. A aplicação inicial deve acontecer 30 minutos antes da exposição ao Sol.

Cuidados com o Sol

Quem fica exposto ao Sol deve se proteger usando protetor solar com um fator de proteção no mínimo 15 (FPS), pois é no verão que a radiação solar é mais prejudicial à saúde de nossa pele. Especialistas alertam que o uso do filtro solar é essencial para se evitar queimaduras e câncer de pele, porém tem de ser usado da maneira correta. Um bom exemplo de prática comum - e errônea - é passar o filtro solar na hora de praticar atividade física ou se expor ao sol. O ideal é passar o filtro com um período mínimo de 30 minutos antes da exposição ao sol. A renovação da proteção também costuma ser desrespeitada pelas pessoas.a renovação é importante também para pessoas que praticam esportes aquáticos. No caso do triathlon, por exemplo, é fundamental o atleta passar protetor solar depois da natação. Por mais que o produto indique que não sai na água, a sua eficácia diminui bastante.Como usar o Filtro Solar Corretamente:- Quando Aplicar?O ideal é aplicar 30 minutos antes da exposição ao Sol- Quanto Aplicar?A quantidade correta de filtro solar deve observar a seguinte proporção - a quantidade de filtro que couber em um dedo indicador é o suficiente para proteger uma área equivalente ao dorso de sua mão.- Como aplicar?Espalhe o filtro solar suavemente até deixar por toda a pele uma superfície esbranquiçada, não devemos esfregar o produto até ele ficar transparente.- Quando renovar?O indicado é renovar a aplicação de filtro solar, no mínimo a cada 2 horas e sempre que entrar na água.- Qual o Fator de Proteção eu devo usar?O fator de proteção solar vai depender do seu tipo de pele porem um fator seguro é igual ou superior a 15.

De olho no melanoma (câncer de pele)

O melanoma se manifesta com a forma de pintas escuras assimétricas e diâmetro aproximado de um lápis.Nos homens é mais comum no tronco, nas mulheres aparece com mais freqüência nas pernas.O sol é o inimigo número um da doença, principalmente, entre as pessoas de pele mais clara.Os amantes do sol devem tomar cuidados redobrados, tais como uso diário de protetor solar, evitar a exposição ao sol das 10 às 15 horas e ter atenção especial com qualquer pinta que apareça, sobretudo nas regiões de atrito como as que são depiladas, no caso da mulheres.

Esporte contra a depressão

A prática de esportes é uma boa saída para quem sofre de depressão.Modalidades de esporte a dois podem render ótimos resultados. Primeiro, porque a companhia de um amigo pode ser um ótimo estímulo e segundo, porque a prática de esportes trás bons estímulos físicos e psicológicos.Além disso, muitos anti-depressivos tem seus efeitos melhorados com a prática de atividades físicas.

Mamão

Esta delícia de fruta é calmante, digestiva e laxativa, sendo bastante indicada para quem possui o estômago sensível, quer manter o peso ou está querendo emagrecer, pois possui baixas calorias.O mamão possui ainda alta quantidade de beta-caroteno, característico de frutas de tons alaranjados. O Beta-caroteno quando ingerido atua como formador de vitamina A. Já a Vitamina A, atua no combate a doencas de pele, cegueira noturna e queda de cabelos.Mas não exagere! O consumo de vitamina A pode causar acúmulo dessa vitamina no organismo e com isso gerar doenças tão perigosas quanto as doenças causadas pela carência de vitamina A.

Priapismo: uma urgência que todo homem deve ter conhecimento!

Chama-se de PRIAPISMO, o estado de ereção prolongada mesmo após um orgasmo. Geralmente essa condição pode ser dolorosa ou não, sendo a primeira mais frequente. Por se tratar de doença que pode levar ao quadro de impotência sexual definitiva, quando diante dessa situação o paciente deve recorrer a um urologista conhecido ou a um pronto atendimento, no hospital mais próximo.Existem dois tipos de priapismo:* 1. Lesão venosa, que é a situação onde o sangue que chega ao pênis através das artérias, não consegue retornar ao corpo por uma obstrução no conjunto de veias que drenam o pênis. Por esse motivo, a pressão do sangue dentro do pênis é elevada, com pouco oxigênio e a dificuldade do sangue chegar até as fibras sensitivas do pênis, gera um quadro doloroso.* 2. Lesão arterial, que é a situação onde há a ruptura de uma ou mais artérias que levam o sangue até o pênis. Nessa situação, o sangue chega em grande volume e de forma rápida ao pênis, enquanto o escoamento é lento, gerando assim o estado de ereção prolongada. Como não há deficiência de chegada de sangue às fibras sensitivas do pênis, geralmente esse quadro é indolor.Causas de priapismo* Lesão venosa: anemia falciforme, substâncias que provocam ereção artificial quando injetadas no pênis (papaverina), doenças neurológicas que geram um quadro de lesão de fibras nervosas envolvidas no mecanismo de ereção (hérnia de disco intervertebral, por exemplo) e algumas situações de utilização de medicamentos como hipotensores (prazosin), anti-depressivos (p.ex: fluoxetine = Prozac), anticoagulantes(heparina), bebidas alcoólicas e drogas como cocaína. Acidentes com grande lesão do períneo e hemorragia local, podem também comprometer a drenagem do sangue peniano por compressão e gerar um quadro de priapismo.* Lesão arterial: condições que gerem ruptura das artérias que levam o sangue para o pênis como trauma perineal e/ou peniano. A grande diferença estará na consistência do pênis que nessa condição, não é de tanta rigidez como no caso da lesão venosa uma vez que mesmo que de forma mais lenta que à chegada do sangue, o sangue consegue deixar o pênis e por esse motivo, pode gerar um estado parcial de ereção e que pode perdurar por um longo período, sem causar dor e muitas vezes sem prejudicar o ato sexual.O tratamento do priapismo muitas vezes necessita de atendimento médico URGENTE. No caso da lesão venosa, a primeira conduta é puncionar o pênis para aspirar o sangue que se encontra estagnado dentro de pênis e pela mesma punção, introduzir substâncias como noradrenalina que ajudariam na detumescência (regressão da ereção) peniana. Caso essa manobra não solucione o problema, há necessidade de intervenção cirúrgica, para se criar uma comunicação de escape do sangue (chamada de shunt) e com isso, permitir a saída do sangue estagnado no interior do pênis. Na lesão arterial, muitas vezes a ligadura cirúrgica da artéria sangrante ou a obstrução dessa artéria por cateterismo (embolização), resolve o problema.

Impotência e fumo

Estudos indicam que o cigarro provoca o enrijecimento das artérias que irrigam o pênis, o que acaba por provocar a impotência.Os homens que fumam bastante possuem mais chances de desenvolver a doença.Além da impotência sexual, o cigarro é um dos grandes responsáveis pela má utilização de vitaminas, o que pode acarretar uma séria de doenças carenciais. O cigarro é considerado ainda um grande causador de câncer, quer seja de pulmão tanto quanto o de boca.Estudos mostraram que as pessoas que fumam têm duas vezes mais chances de perder os dentes do que as não fumantes.O cigarro provocaria perda óssea nos maxilares o que consequentemente prejudicaria a sustentação dos dentes no osso.

Centelha Asiática para combater a celulite

A Centelha Asiática é uma planta medicinal muito usada no combate a celulite.Suas propriedades ativam a circulação local, contribuindo significativamente para a eliminação das gorduras localizadas.Além disso, ela reorganiza as fibras de colágeno que é o responsável pela firmeza da pele.Uma alimentação saudável contendo em média 2 litros de água ao dia, pratos a base de legumes, verduras e frutas e a exclusão de refrigerantes e bebidas gasosas, auxilia eficazmente na prevenção da celulite.

Leite materno como hidratante para os mamilos

Você sabia que lavar os mamilos com sabonete pode ressecá-los ainda mais, provocando mais rachaduras?Substitua o sabonete pela água que não causa nenhum problema, ou lave os mamilos com o próprio leite que vai agir como cicatrizante e hidratante da pele.Outra dica importante é durante toda a gestação, expor os seios ao sol (entre 7 e 10 da manhã e após as 16 horas) por pelo 15 minutos ao dia. Isso tornará a pela do local mais forte e resistente aos microferimentos causados pela sucção do bebê no ato da amamentação.
A Secretaria de Estado da Saúde informa que, lamentavelmente, foram confirmados 42 óbitos de pacientes infectados com o vírus da gripe A (H1N1) no Estado de São Paulo entre o último dia 7 e esta quarta-feira, 12 de agosto. As mortes ocorreram entre os dias 18 de julho e 10 de agosto e estavam sob investigação do Centro de Vigilância Epidemiológica. O Estado de São Paulo registra hoje 111 casos de óbitos por influenza A.

1- Mulher, 30 anos, moradora da Grande São Paulo;
2- Mulher, 36 anos, moradora da região de Campinas, obesa e portadora de Síndrome de Down;
3- Mulher, 32 anos, moradora da região de Campinas;
4- Homem, 16 anos, morador da região de Sorocaba, portador de doença genética degenerativa;
5- Mulher, 25 anos, moradora da região de Campinas;
6- Homem, 58 anos, morador da Capital, tabagista;
7- Criança, 9 anos, sexo feminino, moradora da região de Taubaté, portadora de tumor cerebral com hidrocefalia;
8- Homem, 34 anos, morador da região de Campinas;
9- Mulher, 30 anos, moradora da região de Piracicaba;
10- Homem, 24 anos, morador da Capital;
11- Mulher, 46 anos, moradora da Grande São Paulo;
12- Mulher, idade não informada, moradora da região de Piracicaba, portadora de hipotireoidismo, diabetes e insuficiência renal;
13- Mulher, 20 anos, moradora da Capital, estava grávida;
14- Homem, 30 anos, morador da Grande São Paulo;
15- Criança, 7 anos, sexo masculino, morador da região de Taubaté, portador de imunodepressão;
16- Homem, 52 anos, morador da Grande São Paulo;
17- Mulher, 55 anos, moradora da região de Taubaté, portadora de cardiopatia;
18- Homem, 43 anos, morador da Capital, era obeso;
19- Homem, 30 anos, morador da Grande São Paulo;
20- Criança, 1 anos, sexo masculino, morador da Capital;
21- Mulher, 26 anos, moradora da região de Presidente Prudente, estava grávida;
22- Criança, de 4 anos e 9 meses, sexo masculino, morador da região de Bauru, fazia quimioterapia;
23- Mulher, 31 anos, moradora da Grande São Paulo, estava grávida;
24- Homem, 25 anos, morador da região de Presidente Prudente, era obeso;
25- Homem, 35 anos, morador da Baixada Santista;
26- Homem, 25 anos, morador da região de Campinas, portador de Síndrome de Down e Síndrome Metabólica;
27- Mulher, 34 anos, moradora da Capital, estava grávida.
28- Mulher, 61 anos, moradora da Grande São Paulo, era hipertensa e portadora de doença vascular;
29- Mulher, 23 anos, moradora da região de Campinas, portadora de Síndrome de Down;
30- Criança, 5 anos, do sexo feminino, moradora da Grande São Paulo;
31- Mulher, 63 anos, moradora da Grande São Paulo;
32- Mulher, 33 anos, moradora da região de Campinas, era asmática;
33- Homem, 52 anos, morador da região de Marília, portador de insuficiência renal, cardiopatia crônica e hipotireoidismo;
34- Homem, 36 anos, morador da região de Campinas;
35- Mulher, 16 anos, moradora da região de Piracicaba, estava grávida.
36- Mulher, 25 anos, moradora da região de Bauru, estava grávida;
37- Homem, 32 anos, morador da Capital, era portador de cardiopatia e hipertensão arterial sistêmica;
38- Mulher, 32 anos, moradora da região de Campinas;
39- Mulher, 37 anos, moradora da Capital, era alcoólatra e dependente química, estava grávida;
40- Homem, 49 anos, morador da região de Campinas;
41- Criança, 13 anos, sexo masculino, morador da Capital;
42- Mulher, 31 anos, moradora da Capital;
A Secretaria de Estado da Saúde realiza no próximo dia 22 de agosto, sábado, a segunda fase da Campanha de Vacinação contra a Poliomielite. A meta é vacinar 2,9 milhões de crianças menores de cinco anos contra a doença em todo o Estado. O número corresponde a 95% dos 3,06 milhões de paulistas nesta faixa etária. Na primeira fase da campanha foram vacinadas 95,48% das crianças. Para a segunda fase da campanha serão mobilizados 15.994 postos de vacinação fixos e volantes em todo o Estado, que funcionarão das 8h às 17h. Serão 51.499 profissionais de saúde, 4,2 mil veículos, 76 ônibus e sete barcos envolvidos na operação. Além da vacina contra a poliomielite, as crianças que forem aos postos de saúde poderão colocar em dia sua caderneta de vacinação. Estarão disponíveis vacinas como a Tetravalente (contra difteria, tétano, coqueluche), Tríplice viral (contra sarampo, caxumba e rubéola) e contra hepatite. Há 21 anos o Estado de São Paulo não registra casos de paralisia infantil, mas a vacinação de crianças continua sendo importante porque o vírus da pólio ainda circula em países da África e da Ásia, representando, portanto, uma ameaça à população mundial.Causada pelo poliovírus selvagem, a poliomielite é caracterizada por febre, mal-estar, cefaléia e pode causar paralisia. A vacina é segura e os efeitos colaterais são extremamente raros.
Levantamento dos primeiros dias de vigência da lei antifumo aponta que os bares e restaurantes foram os estabelecimentos responsáveis pela maior parte das 50 autuações registradas. Foram 30 bares e restaurantes multados nesses primeiros dias. Em seguida, apareceram as casas noturnas, com 6 autuações, 12% do total. Em seguida surgem as padarias, que receberam 5 autuações. Também houve multa a supermercados, hotel e até drogaria.Os locais fiscalizados que estavam de acordo com a lei representaram 98,7% do total. Nos três primeiros dias, foram fiscalizados 3.864 estabelecimentos em todo o Estado, com 50 autuações. Na capital paulista, foram 13 multas, num total de 1.558 locais fiscalizados. Desde a madrugada do dia 7 de agosto, ficou proibido fumar em ambientes fechados de uso coletivo em todo o Estado de São Paulo.“Até pela quantidade de bares e restaurantes, eles acabaram recebendo o maior número de autuações. Mas as blitze não se restringiram a eles. As casas noturnas também foram multadas, assim como um hotel, padarias e até uma drogaria. Mas é importante ressaltar que, na sua imensa maioria, os estabelecimentos já se adequaram à lei antifumo”, afirma Cristina Megid, diretora da Vigilância Sanitária do Estado.As blitze de fiscalização continuarão a ocorrer diariamente, em horários variados, incluindo as madrugadas. As ações são realizadas por agentes da Vigilância Sanitária e do Procon. Mesmo locais que já foram visitados pelos fiscais poderão ser alvo de nova inspeção. Em alguns casos, a inspeção pode ocorrer mais de uma vez no mesmo dia.As ações de fiscalização da nova lei antifumo passaram a ser feitas também por agentes sem o colete com o logotipo da lei. No primeiro final de semana de vigência da norma, todas as ações no Estado foram realizadas por agentes com uniforme. A mudança vale apenas em bares, restaurantes e grandes casas noturnas. No caso de condomínios e empresas, os agentes manterão o uniforme, além do documento de identificação.Veja os tipos de estabelecimentos autuados:Bares e restaurantes - 30Casas noturnas - 6Padarias - 5Mercados - 4Supermercados - 2Hotel - 1Concessionária - 1Drogaria1
Levantamento da Secretaria de Estado da Saúde aponta que 37,8% dos casos de violência atendidos nos serviços públicos de saúde do Estado de São Paulo referem-se a maus tratos contra crianças e adolescentes menores de 18 anos. O estudo, que avaliou 3.111 ocorrências de violência notificadas pelos serviços entre janeiro e maio deste ano, também revela que 29,1% das vítimas são menores de 14 anos. As meninas representam a maioria dos atendimentos: cerca de 60% do total. Em 93% dos casos, o agressor da criança é homem. Os tipos de violência contra menores de 14 anos que prevaleceram foi a física, com 33% do total, e a sexual, com 29%, seguidas pela violência psicológica (xingar a criança, por exemplo), com 19%, e a negligência - que ocorre quando a vítima tem algum problema de saúde ligado à falta de cuidado dos responsáveis -, que representou 17% dos casos.Das notificações que informaram quem foi o agressor, 32,2% tiveram como responsável pela violência os amigos ou conhecidos da vítima. Em outros 23,4% dos casos o agressor foi o pai da criança, e, em 12,9%, um desconhecido. Os padrastos responderam por 10,2% das agressões.“É importante que os serviços de saúde estejam atentos para identificar sinais de maus tratos em crianças, encaminhando-as para tratamento adequado. A intervenção precoce pode minimizar os problemas emocionais e comportamentais dessas vítimas", afirma Vilma Pinheiro, responsável pela Divisão de Acidentes e Violências da Secretaria
Sinônimos e Nomes populares
Diminuição de funcionamento da tireóide; falta de tireóide, tireóide cansada.
O que é?
Conjunto de sinais e sintomas decorrentes da diminuição dos hormônios da tireóide.
Como se desenvolve?
É um quadro clínico que ocorre pela falta dos hormônios da tireóide em decorrência de diversas doenças da tireóide.
No recém-nascido, as causas mais freqüentes envolvem:
a falta de formação da glândula tireóide (defeitos embrionários)
defeitos hereditários das enzimas que sintetizam os hormônios
doenças e medicamentos utilizados pela mãe que interferem no funcionamento da glândula da filho
Em adultos, a doença pode ser provocada por:
doença auto-imune (tireoidite de Hashimoto)
após cirurgia de retirada da tireóide por bócio nodular ou neoplasia
por medicamentos que interferem na síntese e liberação dos hormônios da tireóide (amiodarona, lítio, iodo)
(mais raramente)por bócio endêmico decorrente de deficiência de iodo na alimentação
O que se sente?
No recém-nascido, ocorre:
choro rouco
hérnia umbelical
constipação
apatia
diminuição de reflexos
pele seca
dificuldade de desenvolvimento
Se o paciente não receber tratamento adequado até a quarta semana de vida, pode ocorrer retardo mental severo, surdez, e retardo no desenvolvimento de peso e altura.
Na criança, a doença pode provocar déficit de crescimento associado à:
pele seca
sonolência
déficit de atenção
constipação
intolerância ao frio
apatia
No adulto, os sintomas são de:
intolerância ao frio
sonolência, constipação
inchumes nas extremidades e nas pálpebras
diminuição de apetite
pequeno ganho de peso
fraqueza muscular
raciocínio lento
depressão
cabelos secos, quebradiços e de crescimento lento
unhas secas, quebradiças e de crescimento lento
queda das pálpebras
queda de cabelos
A doença predomina no sexo feminino, no qual ocorre também irregularidade menstrual, incluindo a cessação das menstruações (amenorréia), infertilidade e galactorréia (aparecimento de leite nas mamas fora do período de gestação e puerpério).
Quando a doença tem causa auto-imune (tireoidite de Hashimoto) pode ocorrer vitiligo e associação com outras moléstias auto-imunes:
endócrinas (diabetes mellitus, insuficiência adrenal, hipoparatireoidismo)
sistêmicas (candidíase, hepatite auto-imune)
Como o médico faz o diagnóstico?
No recém-nascido, deve ser realizada a triagem neonatal através da dosagem de T4 ou TSH em papel filtro. Se essas dosagens forem alteradas, o exame deve ser confirmado com os mesmos procedimentos no sangue e, se alterados, iniciar de imediato o tratamento.
No adulto, o diagnóstico é estabelecido pelas dosagens de T4 e TSH, e se os mesmos estiverem alterados (T4 baixo e TSH elevado), deve ser buscada a causa do problema através da pesquisa de anticorpos antitireoperoxidase (anti-TPO), antimicrossomais ou antitireoglobulina, que demonstrarão a causa auto-imune do distúrbio. Em pacientes com cirurgia prévia, além dos anticorpos, pode ser realizada também a pesquisa do resíduo de tecido tireóideo remanescente através da ultra-sonografia ou da cintilografia de tireóide. Deve ser também analisado o perfil lipídico do paciente, uma vez que ocorre severa dislipidemia associada ao estado de hipotireoidismo.
Como se trata?
O tratamento de todas as formas de hipotireoidismo é realizado com Tiroxina (T4) em doses calculadas de 1,6 a 2,2 microgramas por Kg de peso corporal no adulto e de 3 a 15 microgramas por kg de peso corporal, dependendo da idade do paciente. O controle do tratamento é realizado pela dosagem de TSH, que deve se manter sempre normal. Nos pacientes dislipidêmicos devem ser monitorizados também os níveis de colesterol e triglicerídeos.
Como se previne?
Os casos que ocorrem após a cirurgia de retirada da tireóide por bócio nodular ou neoplasia podem ser prevenidos através de cirurgia adequada no momento em que a mesma é indicada para o tratamento de bócio. Nas demais situações pode ser realizado um diagnóstico precoce, porém prevenção primária não é disponível.

Cancer de mama

CÂNCER DE MAMA Como são as mamasOs tipos de câncer de mamaFatores de risco para o câncer de mamaSintomas do câncer de mamaComo se faz o diagnóstico de câncer de mamaTratamento para o câncer de mamaDetecção precoce do câncer de mama
Como são as mamas:
As mamas (ou seios) são glândulas e sua função principal é a produção de leite. Elas são compostas de lobos que se dividem em porções menores, os lóbulos, e ductos, que conduzem o leite produzido para fora pelo mamilo. Como todos os outros órgãos do corpo humano, também se encontram nas mamas vasos sanguíneos, que irrigam a mama de sangue, e os vasos linfáticos, por onde circula a linfa. A linfa é um líquido claro que tem uma função semelhante ao sangue de carregar nutrientes para as diversas partes do corpo e recolher as substâncias indesejáveis. Os vasos linfáticos se agrupam no que chamamos de gânglios linfáticos, ou ínguas. Os vasos linfáticos das mamas drenam para gânglios nas axilas (em baixo dos braços) na região do pescoço e no tórax.
Os tipos de câncer de mama:
O câncer de mama ocorre quando as células deste órgão passam a se dividir e se reproduzir muito rápido e de forma desordenada. A maioria dos cânceres de mama acomete as células dos ductos das mamas. Por isso, o câncer de mama mais comum se chama Carcinoma Ductal. Ele pode ser in situ, quando não passa das primeiras camadas de célula destes ductos, ou invasor, quando invade os tecidos em volta. Os cânceres que começam nos lóbulos da mama são chamados de Carcinoma Lobular e são menos comuns que o primeiro. Este tipo de câncer muito freqüentemente acomete as duas mamas. O Carcinoma Inflamatório de mama é um câncer mais raro e normalmente se apresenta de forma agressiva, comprometendo toda a mama, deixando-a vermelha, inchada e quente.
Fatores de risco para o câncer de mama:
O câncer de mama, como muitos dos cânceres, tem fatores de risco conhecidos. Alguns destes fatores são modificáveis, ou seja, pode-se alterar a exposição que uma pessoa tem a este determinado fator, diminuindo a sua chance de desenvolver este câncer.
Existem também os fatores de proteção. Estes são fatores que, se a pessoa está exposta, a sua chance de desenvolver este câncer é menor.
Os fatores conhecidos de risco e proteção do câncer de mama são os seguintes:
Idade:
O câncer de mama é mais comum em mulheres acima de 50 anos. Quanto maior a idade maior a chance de ter este câncer. Mulheres com menos de 20 anos raramente têm este tipo de câncer.
Exposição excessiva a hormônios:
Terapia de reposição hormonal (hormônios usados para combater os sintomas da menopausa) que contenham os hormônios femininos estrogênio e progesterona aumentam o risco de câncer de mama. Não tomar ou parar de tomar estes hormônios é uma decisão que a mulher deve tomar com o seu médico, pesando os riscos e benefícios desta medicação.
Anticoncepcional oral (pílula) tomado por muitos anos também pode aumentar este risco.
Retirar os ovários cirurgicamente diminui o risco de desenvolver o câncer de mama porque diminui a produção de estrogênio (menopausa cirúrgica).
Algumas medicações "bloqueiam" a ação do estrogênio e são usadas em algumas mulheres que tem um risco muito aumentado de desenvolver este tipo de câncer. Usar estas medicações (como o Tamoxifen) é uma decisão tomada junto com o médico avaliando os risco e benefícios destas medicações.
Radiação:
Faz parte do tratamento de algumas doenças irradiar a região do tórax. Antigamente muitas doenças benignas se tratavam com irradiação. Hoje, este procedimento é praticamente restrito ao tratamento de tumores. Pessoas que necessitaram irradiar a região do tórax ou das mamas têm um maior risco de desenvolver câncer de mama.
Dieta:
Ingerir bebida alcoólica em excesso está associado a um discreto aumento de desenvolver câncer de mama. A associação com a bebida de álcool é proporcional ao que se ingere, ou seja, quanto mais se bebe maior o risco de ter este câncer. Tomar menos de uma dose de bebida alcoólica por dia ajuda a prevenir este tipo de câncer (um cálice de vinho, uma garrafa pequena de cerveja ou uma dose de uísque são exemplos de uma dose de bebida alcoólica).Se beber, portanto, tomar menos que uma dose por dia.
Mulheres obesas têm mais chance de desenvolver câncer de mama, principalmente quando este aumento de peso se dá após a menopausa ou após os 60 anos. Manter-se dentro do peso ideal (veja o cálculo de IMC neste site), principalmente após a menopausa diminui o risco deste tipo de câncer.
Seguir uma dieta saudável, rica em alimentos de origem vegetal com frutas, verduras e legumes e pobre em gordura animal pode diminuir o risco de ter este tipo de câncer. Apesar dos estudos não serem completamente conclusivos sobre este fator de proteção, aderir a um estilo de vida saudável, que inclui este tipo de alimentação, diminui o risco de muitos cânceres, inclusive o câncer de mama (veja Dieta do Mediterrâneo neste site).
Exercício físico:
Exercício físico normalmente diminui a quantidade de hormônio feminino circulante. Como este tipo de tumor está associado a esse hormônio, fazer exercício regularmente diminui o risco de ter câncer de mama, principalmente em mulheres que fazem ou fizeram exercício regular quando jovens.
História ginecológica:
Não ter filhos ou engravidar pela primeira vez tarde (após os 35 anos) é fator de risco para o câncer de mama.
Menstruar muito cedo (com 11 anos, ou antes) ou parar de menstruar muito tarde expõe a mulher mais tempo aos hormônios femininos e por isso aumenta o risco deste câncer.
Amamentar, principalmente por um tempo longo, um ano ou mais somado todos os períodos de amamentação, pode diminuir o risco do câncer de mama
História familiar:
Mulheres que tem parentes de primeiro grau, mães, irmãs ou filhas, com câncer de mama, principalmente se elas tiverem este câncer antes da menopausa, são grupo de risco para desenvolver este câncer.
Apesar de raro, homens também podem ter câncer de mama e ter um parente de primeiro grau, como o pai, com este diagnóstico também eleva o risco familiar para o câncer de mama.
Pessoas deste grupo de risco devem se aconselhar com o seu médico para definir a necessidade de fazer exames para identificar genes que possam estar presentes nestas famílias. Se detectado um maior risco genético, o médico pode propor algumas medidas para diminuir estes riscos. Algumas medidas podem ser bem radicais ou ter efeitos colaterais importantes. Retirar as mamas e tomar Tamoxifen são exemplos destas medidas. A indicação destes procedimentos e a discussão dos prós e contras é individual e deve ser tomada junto com um médico muito experiente nestes casos.
Alterações nas mamas:
Ter tido um câncer de mama prévio é um dos maiores fatores de risco para este tipo de câncer. Manter-se dentro do peso ideal, fazer exercício físico, seguir corretamente as recomendações do seu médico e fazer os exames de revisão anuais são medidas importantes para diminuir a volta do tumor ou ter um segundo tumor de mama.
Ter feito biópsias mesmo que para condições benignas está associado a um maior risco de ter câncer de mama.
Mamas densas na mamografia está associado a um maior risco para este tumor. É muito importante que a mamografia seja feita em um serviço qualificado e que o exame seja comparado com exames anteriores (leia mais sobre Detecção Precoce do Câncer de Mama neste site).
Sintomas do câncer de mama:
O câncer de mama normalmente não dói. A mulher pode sentir um nódulo (ou caroço) que anteriormente ela não sentia. Isso deve fazer ela procurar o seu médico. O médico vai palpar as mamas, as axilas e a região do pescoço e clavículas e se sentir um nódulo na mama pedirá uma mamografia.
A mulher também pode notar uma deformidade na suas mamas, ou as mamas podem estar assimétricas. Ou ainda pode notar uma retração na pele ou um líquido sanguinolento saindo pelo mamilo. Nos casos mais adiantados pode aparecer uma "ferida" (ulceração) na pele com odor muito desagradável.
No caso de carcinoma inflamatório a mama pode aumentar rapidamente de volume, ficando quente e vermelha.
Na maioria dos casos, a mulher é a responsável pela primeira suspeita de um câncer. É fundamental que ela conheça as suas mamas e saiba quando alguma coisa anormal está acontecendo. As mamas se modificam ao longo do ciclo menstrual e ao longo da vida. Porém, alterações agudas e sintomas como os relacionados acima devem fazer a mulher procurar o seu médico rapidamente. Só ele pode dizer se estas alterações podem ou não ser um câncer.
Como se faz o diagnóstico de câncer de mama:
A mamografia é um Rx das mamas. Este exame também é feito para detecção precoce do câncer quando a mulher faz o exame mesmo sem ter nenhum sintoma (leia mais sobre Detecção Precoce do Câncer de Mama neste site). Caso a mama seja muito densa, o médico também vai pedir uma ecografia das mamas.
Se a mamografia mostra uma lesão suspeita, o médico indicará uma biópsia que pode ser feita por agulha fina ou por agulha grossa. Geralmente, esta biópsia é feita com a ajuda de uma ecografia para localizar bem o nódulo que será coletado o material, se o nódulo não for facilmente palpável. Após a coleta, o material é examinado por um patologista (exame anátomo-patológico) que definirá se esta lesão pode ser um câncer ou não.
Tratamento para o câncer de mama:
Existem vários tipos de tratamento para o câncer de mama. São vários os fatores que definem o que é mais adequado em cada caso. Antes da decisão de que tipo de tratamento é mais adequado o médico analisa o resultado do exame anátomo-patológico da biópsia ou da cirurgia se esta já tiver sido feita. Além disso, o médico pede exames de laboratório e de imagem para definir qual a extensão do tumor e se ele saiu da mama e se alojou em outras partes do corpo.
Se o tumor for pequeno, o primeiro procedimento é uma cirurgia onde se tira o tumor. Dependendo do tamanho da mama, da localização do tumor e do possível resultado estético da cirurgia, o cirurgião retira só o nódulo, uma parte da mama (geralmente um quarto da mama ou setorectomia) ou retira a mama inteira (mastectomia) e os gânglios axilares.
As características do tumor retirado e a extensão da cirurgia definem se a mulher necessitará de mais algum tratamento complementar ou não. Geralmente, se a mama não foi toda retirada, ela é encaminhada para radioterapia.
Dependendo do estadiamento, ou seja, quão avançada está a doença (tamanho, número de nódulos axilares comprometidos e envolvimento de outras áreas do corpo), também será indicada quimioterapia ou hormonioterapia. Radioterapia é o tratamento que se faz aplicando raios para eliminar qualquer célula que tenha sobrado no local da cirurgia que por ser tão pequena não foi localizada pelo cirurgião nem pelo patologista. Este tratamento é feito numa máquina e a duração e intensidade dependem das características do tumor e da paciente.
Quimioterapia é o uso de medicamentos, geralmente intravenosos, que matam células malignas circulantes. O tipo de quimioterápico utilizado depende se a mulher já está na menopausa e a extensão da sua doença. Hormonioterapia é o uso de medicações que bloqueiam a ação dos hormônios que aumentam o risco de desenvolver este tipo de câncer. Este tratamento é dado para aquelas pacientes em que o tumor mostrou ter estes receptores positivos (receptor de estrogênio e receptor de progesterona).
Detecção precoce do câncer de mama:
O exame de palpação realizado pelo médico e a mamografia são os exames realizados para uma detecção precoce desse tipo de câncer.
Como o médico faz esse exame?
O exame mais fácil de se realizar para se detectar uma alteração da mama é o exame de palpação. Neste exame o médico palpa toda a mama, a região da axila e a parte superior do tronco em busca de algum nódulo ou alteração da pele, como retração ou endurecimento, e de alguma alteração no mamilo.
A mamografia é um Raio X das mamas e das porções das axilas mais próximas das mamas. Nesse exame, o radiologista procura imagens sugestivas de alterações do tecido mamário e dos gânglios da axila. A ecografia das mamas pode auxiliar o radiologista a definir que tipo de alterações são essas.
Esses exames, quando realizados anualmente ou mais freqüentemente, dependendo da história individual da paciente (presença de fatores de risco ou história de tumores e biópsias prévias), pode diminuir a mortalidade por esse tipo de tumor, quando realizados entre os 50 e os 69 anos.
Porém, este tipo de tumor tem características diferentes para populações diferentes. Isto altera o quanto a mamografia é eficaz em diminuir a mortalidade por este tipo de tumor.