segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Pesquisa associa estresse infantil ao dos pais




Estresse é contagiante. Isso é o que diz uma pesquisa finlandesa realizada com 500 adolescentes, que aponta que crianças podem sofrer de esgotamento emocional se os pais são estressados no trabalho.


Segundo o levantamento, adultos que apresentam sintomas da síndrome de Burnout (do inglês, queimado, que indica estado de esgotamento físico e mental cuja causa está intimamente ligada à vida profissional) demonstram esse sentimento de desilusão em casa, o que incentivaria os filhos a perder interesse pela vida escolar, atrapalhando o desempenho.

O estresse dos pais pode provocar sentimentos como sensação de não estar a altura dos colegas de classe, duvidar do valor da educação formal e das formas de avaliação e mostrar sinais de exaustão. Segundo os autores da pesquisa, da Academy of Finland, publicada no Journal of Developmental Psychology, a recessão agravou esse quadro em muitas famílias.

O estudo foi realizado a partir de respostas dadas pelos pais e filhos sobre freqüência e situações em que se sentiram emocional e fisicamente abalados. Segundo os pesquisadores, foi fácil estabelecer uma relação, pois ambos descreveram sintomas parecidos. "O pai de mesmo gênero que o filho serve como modelo para desenvolvimento desse padrão de comportamento", disse a professora Katariina Salmela-Aro à publicação européia.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Bumbum grande faz bem à saúde, dizem cientistas





Enquanto os médicos alardeiam os perigos de acumular gordura no corpo, principalmente na região abdominal para as mulheres, uma parte do corpo recebeu salvo conduto: o bumbum. Segundo pesquisa, mulheres com uma derrière maior têm menos chances de desenvolver quadros de doenças no coração ou diabetes. A explicação estaria no fato de a gordura acumulada na região e também nas coxas impedir a ação de proteínas que podem causar inflamação e obstrução de artérias.


Estudo da Universidade de Oxford, publicado pelo International Journal of Obesity, revelou que a quantidade de proteínas chamadas citocinas no organismo de mulheres com gordura estomacal é superior à produzida em mulheres com maior quantidade de gordura gluteofemural.

Os volumes da região ainda seriam responsáveis pela produção maior de um hormônio que protege as artérias e promove melhor controle dos níveis de açúcar no sangue. "A gordura localizada ao redor de coxas e quadris é diferente da depositada no estômago. Há a gordura boa e a gordura ruim, assim como há bom e ruim colesterol", disse o médico que conduziu a pesquisa, Konstantinos Manolopoulos.

A partir dos resultados, o especialista aponta ser possível que no futuro problemas como distúrbios cardiovasculares sejam tratados com aumento da gordura nas regiões inferiores do corpo.

Bebê nasce com parte do coração fora do corpo

Um bebê do sexo feminino, chamada Sofia, nasceu com uma anomalia no coração: parte do órgão encontra-se para fora do corpo, localizado na altura do umbigo. O problema é considerado raríssimo pelos médicos.

Sofia nasceu no dia 28 de dezembro em Vitória da Conquista, cidade que fica no sudoeste baiano, mas foi transferida para Salvador no domingo, dia 03 de janeiro, e está internado no Hospital Santa Isabel. Estatísticas mostram que apenas uma entre oito milhões de crianças nasce com esse tipo de má formação e mais de 50% que apresentam o problema não sobrevive ao nascimento.

A menina deixou a Unidade de Terapia Intensiva na noite de terça-feira (5), sendo transferida para a pediatria, mas os médicos ainda não sabem se ela poderá ser operada. De acordo com a família, o problema foi descoberto quando a mãe fazia o último exame de ultrassonografia, bem próximo da data do parto, no mês de novembro. A partir de então, ela permaneceu internada em um hospital particular da cidade, ficando sob observação médica até o nascimento do bebê.

Em nota, o hospital informou que a equipe médica está atenta à evolução do quadro clínico da criança para definir os próximos procedimentos. A nota observa também que o coração de Sofia apresenta outras anomalias - não citadas - e que não há espaço para colocá-lo no peito, o que dificulta as chances de sobrevivência do bebê.

Em 2006, um bebê nos EUA nasceu com a mesma má formação de Sofia: parte do seu coração estava para fora do peito. Médicos fizeram uma cirurgia de correção e, segundo previsões dos médicos na época, a criança teria uma vida quase normal. A criança chama-se Naseem Hasni e foi operada no hospital Holtz, em Miami, nos Estados Unidos, logo depois de nascer, no dia 31 de outubro de 2006.

sábado, 9 de janeiro de 2010

Jovens obcecadas por magreza podem ter ossos mais fracos




A temporada de moda brasileira chegou e, com ela, a discussão sobre casos de modelos obcecadas pela magreza, que fazem de tudo um pouco para atingir o corpo que julgam (equivocadamente) perfeito. E, de acordo com pesquisadores britânicos da Universidade de Bristol, o peso abaixo do ideal pode tornar os ossos das garotas fracos.
A equipe examinou mais de 4 mil meninas de 15 anos e calculou a forma e a densidade de seus ossos, além da gordura corporal. Constatou, a partir de então, que a resistência óssea está relacionada aos níveis de gordura, o que significa que a pressão para ser magra pode aumentar as chances de fraturas.

Segundo informou o jornal britânico Daily Mail, 5 kg a mais de massa gorda nas garotas foi associado a um aumento de 8% na espessura do osso da perna, por exemplo. Vale dizer que a massa óssea continua a crescer lentamente ao longo dos 20 e poucos anos, mas, após os 35, a perda óssea é elevada como parte do processo natural de envelhecimento. Portanto, construir ossos fortes na juventude é particularmente importante às mulheres, uma vez que têm mais probabilidade de desenvolver problemas como osteoporose e fraturas no quadril.

domingo, 3 de janeiro de 2010

Emoções e humor influenciam na intensidade da dor, diz pesquisa




Quem sofre com dores pode ter um alivio barato e simples, de acordo com um estudo da Universidade de Montreal, no Canadá. Pesquisadores chegaram à conclusão de que afastar emoções negativas diminui o problema.


"As emoções ou humor podem alterar a forma como reagimos à dor, uma vez que estão interligados", disse o líder da pesquisa, Mathieu Roy, ao site Science Daily. "Nossos testes revelaram quando a dor é percebida pelo nosso cérebro e como essa dor pode ser ampliada ao ser combinada com emoções negativas."

Os cientistas avaliaram 13 participantes ao receberem pequenos, mas dolorosos choques. Durante o processo, observaram imagens agradáveis (como de alguém esquiando), desagradáveis (urso malvado) e neutras (livro). As reações do cérebro foram medidas por meio da ressonância magnética funcional e constatou-se que, quando os voluntários olhavam as desagradáveis, as dores eram mais fortes em comparação com o momento em que admiravam as agradáveis.

"Nossos resultados mostram que as intervenções não-farmacêuticas, como a fotografia ou a música, podem ser utilizadas na saúde para ajudar a aliviar a dor. Essas intervenções seriam baratas e adaptáveis a diversas áreas."