sexta-feira, 26 de março de 2010

Vida solitária pode levar à hipertensão




Viver sozinho traz tristeza e mau humor. E também pode tornar a pessoa mais propensa a desenvolver hipertensão, de acordo com uma pesquisa americana. Após quatro anos de sentimentos crônicos de solidão foi constatado um aumento significativo da pressão em quem tem mais de 50 anos.

O estudo contou com 229 participantes com idade entre 50 e 68. O grupo respondeu a uma série de perguntas, como "Tenho muito em comum com as pessoas ao meu redor?", "Minhas relações sociais são superficiais?", "Eu posso encontrar companhia quando quiser?".

A análise constatou também que a depressão e o estresse são apenas parcialmente responsáveis pela hipertensão.

A pesquisadora Louise Hawkley, da Universidade de Chicago, disse ao jornal Daily Mail que o aumento de pressão associado à solidão não era observável até os dois primeiros anos da pesquisa, que durou cinco. Depois, constatou-se que até níveis modestos de solidão afetaram os voluntários.

Engana-se quem pensa que gente repleta de amigos é menos só. O que tem de se levar em conta é achar as relações sociais satisfatórias.

Portanto, quem tem poucas companhias, mas as considera gratificantes, é menos sozinha do que as pessoas com muitos contatos superficiais. As conclusões foram divulgadas na revista especializada Psychology and Aging.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Vírus HIV “se esconde” durante tratamento

Uma notícia publicada nesta semana foi encarada como uma balde de água fria na luta contra a aids.

Pesquisadores americanos descobriram que o vírus HIV tem a capacidade de se “esconder” dos tratamentos dentro das células da medula óssea das pessoas infectadas, ficando assim, protegido dos medicamentos.

De acordo com o artigo publicado na Revista Nature Medicine, a infecção pode persistir apesar dos tratamentos porque o vírus continua vivo dentro das células, pronto para se multiplicar quando o tratamento é interrompido.

Como nenhum tratamento até hoje curou a aids, a suspeita era justamente de haver um lugar em que os medicamentos não agiam.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Confira 13 dicas e curiosidades sobre rinite alérgica




Cerca de 30% da população sofre algum tipo de alergia, de acordo com a Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia (Asbai). Um deles é a rinite alérgica, que pode levar a complicações como otites, sinusites, roncos, respiração bucal e alterações na posição dos dentes, além de piorar as crises de asma. Para saber mais sobre a doença, como sintomas e formas de tratamento, confira abaixo 13 curiosidades e dicas listadas pelo otorrinolaringologista Julio Miranda Gil, membro da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico Facial (ABORL-CCF).


1) Os principais sintomas são coriza, espirros, coriza hialina (secreção transparente) e obstrução nasal. Ainda pode-se observar lacrimejamento, perda do olfato e do paladar, halitose, tosse;

2) Durante uma crise, algumas pessoas sofrem com irritação nos olhos porque a mucosa que envolve o nariz e os seios da face se comunica com a dos olhos;

3) A rinite é dividida em dois grupos: alérgica e não-alérgica. O mais comum nos casos crônicos é a alérgica;

4) A rinite alérgica é uma inflamação da mucosa do nariz e dos seios da face com a presença de eosinófilos (um tipo de glóbulo branco) e IgE (um tipo de imunoglobulina);

5) A não-alérgica pode se apresentar de muitas formas, porém sempre com a mesma inflamação da mucosa, presença de neutrófilos (em vez de eosinófilos) e ausência do aumento de IgE;

6) Existem a patologia alérgica sazonal (com manifestação de sintomas por menos de quatro dias na semana) e a persistente (sintomas presentes por mais de quatro dias na semana). Pode ser dividida também em leve (quando os sintomas atrapalham, mas não incomodam tanto durante o sono, atividades diárias, lazer e esporte, escola ou trabalho) e moderada a severa (quando os sintomas atrapalham muito);

7) A rinite alérgica não é contagiosa. Normalmente, existe uma história familiar, ou seja, é hereditária. Por exemplo, quando os pais têm, o filho apresenta 80% de chance de desenvolvê-la. Pode ainda estar relacionada com baixo nível socioeconômico, como condições precárias de moradia;

8) Há várias substâncias que desencadeiam a rinite alérgica. As mais comuns são ácaros, fungos, pólen, saliva, resíduos de insetos e secreções de cães e gatos. Poluentes e tabaco também deixam o nariz mais sensível;

9) A prevenção consiste em detalhes como retirar de casa tapetes, carpetes, cortinas, bichos de pelúcia. Nunca passe vassoura e, em seu lugar, use pano úmido ou aspirador. É preferível não ter animais de estimação e, se isso for impossível, dê banhos semanais neles. Durma com edredom em vez de cobertor. Esqueça as roupas de lã e dê lugar às de materiais sintéticos ou algodão;

10) A lista de opções de tratamento conta com lavagem nasal com soro fisiológico, sprays nasais de corticoide, anti-histamínicos orais ou nasais, antileucotrienos, corticoides orais e vacina sublingual ou subcutânea;

11) Pacientes que têm rinite e desvio de septo costumam se queixar mais de nariz entupido do que os outros e talvez precisem de cirurgia para correção. Outras alterações anatômicas podem predispor a sinusite crônica e de repetição quando associadas à rinite alérgica;

12) Quem tem rinite e trabalha em um escritório com ar-condicionado deve realizar, ao menos duas vezes ao dia, lavagem do nariz com soro fisiológico, além de tomar cuidado com variações bruscas de temperatura. Outra dica é manter recipientes com água espalhados pelo ambiente com o intuito de evitar que o ar fique muito seco;

13) A sinusite alérgica pode ser causada pelo quadro de rinite e, a bacteriana crônica, por uma rinite que não foi tratada adequadamente (quando ocorre um acúmulo de muco nos seios da face, colonizado por bactérias).

Enxaqueca: os cuidados que se deve ter com a automedicação




Quando bate aquela dor de cabeça já é de costume comprar um analgésico na farmácia mais próxima, e às vezes, nem é preciso sair de casa, basta abrir o armário da cozinha e ali encontrar a solução para toda aquela dor.

No entanto, a automedicação esconde riscos inevitáveis para a saúde do corpo. A neurologista Célia Roesler, da Sociedade Brasileira de Cefaléia, alerta as pessoas sobre a automedicação e o uso abusivo de analgésicos, pois podem "mascarar" ou piorar o quadro de uma dor de cabeça. Pode não ser uma enxaqueca, mas outra doença como uma meningite ou um tumor cerebral.

Para a especialista, o uso de analgésicos em grandes quantidades fatalmente transformará uma dor de cabeça esporádica em uma cefaléia crônica diária, devido ao efeito 'rebote' dos analgésicos, ou seja, dor-analgésico-dor.

A dona-de-casa Lúcia Helena Bianchi Mello, de 65 anos, que sofre com a enxaqueca há 30 anos, disse que a automedicação ajudou a desencadear uma dor de cabeça crônica. "Já fiz vários tratamentos, tomei diversos remédios, mesmo assim, a dor que some por um período, volta bem mais forte depois", disse.

Também com histórico de automedicação, a recepcionista Rosmari Benevelli, de 62 anos, teve a primeira crise de enxaqueca em 1979, quando começou a ter dores de cabeça muito fortes. "Desde menina eu já tomava analgésicos para conter as dores, até que percebi que isso estava agravando o quadro", disse.

Desde que começou o tratamento para enxaqueca, em 1982, tomando o medicamento adequado, Rosmari pôde levar uma vida tranquila. "Na primeira semana de tratamento eu me sentia bem. Antes, ou eu estava no hospital ou fechada em um quarto escuro", afirmou.

Já os estudantes Paulo Hoffmann, 22, e Mariana Lopes, também de 22 anos, que convivem com as crises de enxaqueca há oito anos, sempre trataram a doença com medicamentos prescritos pelos médicos. A estudante Mariana também recorre a métodos mais naturais para se livrar da dor, como por exemplo, tomar algum tipo de chá, para evitar o excesso de remédio no corpo.

Pode-se dizer que a enxaqueca é um dos tipos de dores de cabeça, e, de todos, é a que apresenta mais sintomas. Além da dor que começa fraca até ficar muito forte, pode vir acompanhada de vários sintomas como náuseas, tonturas, fotofobia (intolerância à luz), osmofobia (intolerância a cheiros), fonofobia (intolerância a barulhos) e cinetofobia (intolerância a movimentos).

A doença, crônica hereditária, tem como causa um desequilíbrio químico cerebral. A neurologista explica que existem "gatilhos" responsáveis por desencadear crises de enxaqueca como alimentos (queijos amarelos, embutidos, molhos vermelhos, frutas cítricas), mudanças bruscas de temperatura, oscilações hormonais, falta ou excesso de sono.

Cerca de 20% das mulheres, podendo chegar até 30% (dependendo da idade), apresentam quadro de enxaqueca, enquanto apenas 10% dos homens desenvolvem o quadro. De acordo com estudos recentes realizados pelo médico Luiz Paulo Queiroz, da Sociedade Brasileira de Cefaléia, os casos de enxaqueca no país chegam a 16%, o que corresponde a mais de 30 milhões de pessoas.

Existem dois tipos de tratamento para as enxaquecas: o tratamento agudo, que usa medicamentos sintomáticos para interromper uma crise, e o tratamento preventivo, ou seja, aquele que previne o paciente das crises. Os medicamentos preventivos, que levam em conta o quadro e o perfil de cada paciente, são usados para depressão, labirintite, pressão alta, doenças cardíacas, epilepsias e outros, porém com doses bem menores do que a indicada para tratar essas doenças.

Os pacientes com enxaqueca geralmente procuram ajuda médica quando as dores começam a atrapalhar muito a qualidade de vida e a vida social. As dores frequentes e intensas levam os pacientes a faltarem do trabalho, escola e até de atividades de lazer. "Por isso nós dizemos que a enxaqueca é uma doença incapacitante, que prejudica muito a vida profissional, social e conjugal desses pacientes, afirmou Célia.

Tipos de Enxaqueca
Existem dois tipos de enxaqueca: a enxaqueca com aura e a enxaqueca sem aura:

Com aura: o paciente apresenta sintomas visuais ou sensitivos, antes do aparecimento da dor, que podem durar até 40 minutos. Com relação aos sintomas visuais, o paciente pode enxergar cobrinhas luminosas, manchas ou bolas escuras, ter visão dupla ou ver apenas a metade das imagens. Quanto aos sintomas sensitivos, ocorre formigamento em uma das mãos, que correm para o antebraço, braço, metade do rosto e, em seguida, metade da língua, dificultando até a fala do paciente. "Esses sintomas assustam muito porque podem ser confundidos com um derrame cerebral", afirmou a neurologista. Após o aparecimento dos sintomas visuais e auditivos, surge no quadro a chamada dor de cabeça latejante, que pode pegar um só lado da cabeça ou a cabeça toda.

Sem aura: o paciente apresenta apenas o quadro da dor sem os sintomas visuais ou sensitivos anteriores.

Tratamento Alternativo
Os tratamentos alternativos ajudam e auxiliam no quadro de enxaqueca, porém, sozinhos não funcionam. Por isso, é necessário o tratamento à base de medicamentos.


Segundo as dicas da médica Célia Roesler, a acupuntura, técnicas de relaxamento, mudança de hábitos de vida como praticar uma atividade física, alimentação balanceada e horários regulares de sono contribuem para a melhora do quadro.

"Nós especialistas em dores de cabeça afirmamos que um 'enxaquecoso' deve ter uma vida muito bem balanceada, regrada e disciplinada. Nada de pouco e nada de muito", declarou a neurologista.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Pesquisa associa estresse infantil ao dos pais




Estresse é contagiante. Isso é o que diz uma pesquisa finlandesa realizada com 500 adolescentes, que aponta que crianças podem sofrer de esgotamento emocional se os pais são estressados no trabalho.


Segundo o levantamento, adultos que apresentam sintomas da síndrome de Burnout (do inglês, queimado, que indica estado de esgotamento físico e mental cuja causa está intimamente ligada à vida profissional) demonstram esse sentimento de desilusão em casa, o que incentivaria os filhos a perder interesse pela vida escolar, atrapalhando o desempenho.

O estresse dos pais pode provocar sentimentos como sensação de não estar a altura dos colegas de classe, duvidar do valor da educação formal e das formas de avaliação e mostrar sinais de exaustão. Segundo os autores da pesquisa, da Academy of Finland, publicada no Journal of Developmental Psychology, a recessão agravou esse quadro em muitas famílias.

O estudo foi realizado a partir de respostas dadas pelos pais e filhos sobre freqüência e situações em que se sentiram emocional e fisicamente abalados. Segundo os pesquisadores, foi fácil estabelecer uma relação, pois ambos descreveram sintomas parecidos. "O pai de mesmo gênero que o filho serve como modelo para desenvolvimento desse padrão de comportamento", disse a professora Katariina Salmela-Aro à publicação européia.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Bumbum grande faz bem à saúde, dizem cientistas





Enquanto os médicos alardeiam os perigos de acumular gordura no corpo, principalmente na região abdominal para as mulheres, uma parte do corpo recebeu salvo conduto: o bumbum. Segundo pesquisa, mulheres com uma derrière maior têm menos chances de desenvolver quadros de doenças no coração ou diabetes. A explicação estaria no fato de a gordura acumulada na região e também nas coxas impedir a ação de proteínas que podem causar inflamação e obstrução de artérias.


Estudo da Universidade de Oxford, publicado pelo International Journal of Obesity, revelou que a quantidade de proteínas chamadas citocinas no organismo de mulheres com gordura estomacal é superior à produzida em mulheres com maior quantidade de gordura gluteofemural.

Os volumes da região ainda seriam responsáveis pela produção maior de um hormônio que protege as artérias e promove melhor controle dos níveis de açúcar no sangue. "A gordura localizada ao redor de coxas e quadris é diferente da depositada no estômago. Há a gordura boa e a gordura ruim, assim como há bom e ruim colesterol", disse o médico que conduziu a pesquisa, Konstantinos Manolopoulos.

A partir dos resultados, o especialista aponta ser possível que no futuro problemas como distúrbios cardiovasculares sejam tratados com aumento da gordura nas regiões inferiores do corpo.

Bebê nasce com parte do coração fora do corpo

Um bebê do sexo feminino, chamada Sofia, nasceu com uma anomalia no coração: parte do órgão encontra-se para fora do corpo, localizado na altura do umbigo. O problema é considerado raríssimo pelos médicos.

Sofia nasceu no dia 28 de dezembro em Vitória da Conquista, cidade que fica no sudoeste baiano, mas foi transferida para Salvador no domingo, dia 03 de janeiro, e está internado no Hospital Santa Isabel. Estatísticas mostram que apenas uma entre oito milhões de crianças nasce com esse tipo de má formação e mais de 50% que apresentam o problema não sobrevive ao nascimento.

A menina deixou a Unidade de Terapia Intensiva na noite de terça-feira (5), sendo transferida para a pediatria, mas os médicos ainda não sabem se ela poderá ser operada. De acordo com a família, o problema foi descoberto quando a mãe fazia o último exame de ultrassonografia, bem próximo da data do parto, no mês de novembro. A partir de então, ela permaneceu internada em um hospital particular da cidade, ficando sob observação médica até o nascimento do bebê.

Em nota, o hospital informou que a equipe médica está atenta à evolução do quadro clínico da criança para definir os próximos procedimentos. A nota observa também que o coração de Sofia apresenta outras anomalias - não citadas - e que não há espaço para colocá-lo no peito, o que dificulta as chances de sobrevivência do bebê.

Em 2006, um bebê nos EUA nasceu com a mesma má formação de Sofia: parte do seu coração estava para fora do peito. Médicos fizeram uma cirurgia de correção e, segundo previsões dos médicos na época, a criança teria uma vida quase normal. A criança chama-se Naseem Hasni e foi operada no hospital Holtz, em Miami, nos Estados Unidos, logo depois de nascer, no dia 31 de outubro de 2006.

sábado, 9 de janeiro de 2010

Jovens obcecadas por magreza podem ter ossos mais fracos




A temporada de moda brasileira chegou e, com ela, a discussão sobre casos de modelos obcecadas pela magreza, que fazem de tudo um pouco para atingir o corpo que julgam (equivocadamente) perfeito. E, de acordo com pesquisadores britânicos da Universidade de Bristol, o peso abaixo do ideal pode tornar os ossos das garotas fracos.
A equipe examinou mais de 4 mil meninas de 15 anos e calculou a forma e a densidade de seus ossos, além da gordura corporal. Constatou, a partir de então, que a resistência óssea está relacionada aos níveis de gordura, o que significa que a pressão para ser magra pode aumentar as chances de fraturas.

Segundo informou o jornal britânico Daily Mail, 5 kg a mais de massa gorda nas garotas foi associado a um aumento de 8% na espessura do osso da perna, por exemplo. Vale dizer que a massa óssea continua a crescer lentamente ao longo dos 20 e poucos anos, mas, após os 35, a perda óssea é elevada como parte do processo natural de envelhecimento. Portanto, construir ossos fortes na juventude é particularmente importante às mulheres, uma vez que têm mais probabilidade de desenvolver problemas como osteoporose e fraturas no quadril.

domingo, 3 de janeiro de 2010

Emoções e humor influenciam na intensidade da dor, diz pesquisa




Quem sofre com dores pode ter um alivio barato e simples, de acordo com um estudo da Universidade de Montreal, no Canadá. Pesquisadores chegaram à conclusão de que afastar emoções negativas diminui o problema.


"As emoções ou humor podem alterar a forma como reagimos à dor, uma vez que estão interligados", disse o líder da pesquisa, Mathieu Roy, ao site Science Daily. "Nossos testes revelaram quando a dor é percebida pelo nosso cérebro e como essa dor pode ser ampliada ao ser combinada com emoções negativas."

Os cientistas avaliaram 13 participantes ao receberem pequenos, mas dolorosos choques. Durante o processo, observaram imagens agradáveis (como de alguém esquiando), desagradáveis (urso malvado) e neutras (livro). As reações do cérebro foram medidas por meio da ressonância magnética funcional e constatou-se que, quando os voluntários olhavam as desagradáveis, as dores eram mais fortes em comparação com o momento em que admiravam as agradáveis.

"Nossos resultados mostram que as intervenções não-farmacêuticas, como a fotografia ou a música, podem ser utilizadas na saúde para ajudar a aliviar a dor. Essas intervenções seriam baratas e adaptáveis a diversas áreas."