domingo, 13 de dezembro de 2009

Superobeso tem maior risco de morte após cirurgia bariátrica





Pesquisa divulgada na edição de outubro de Archives of Surgery, jornal mensal da American Medical Association, aponta maior risco de mortes entre pacientes que sofriam de obesidade mórbida e que realizaram a cirurgia bariátrica, em até um ano após o procedimento.


O levantamento foi feito com veteranos que usam serviços médicos exclusivos para essa classe e, entre eles, 165 mil são identificados como portadores de obesidade nível 3, ou seja, com índice de massa corporal igual ou maior do que 40. O índice é considerado normal quando está entre 18,5 e 24,9.

Segundo o médico que conduziu a pesquisa, David Arterburn, do Group Health Research Institute, de Seattle, Washington, a maioria dos estudos anteriores foi realizada com mulheres mais jovens, e é a primeira vez que um levantamento é feito com homens mais velhos. O estudo contou com pesquisadores nas Universidades de Washington, Texas, Duke, Colorado.

Foram examinados os históricos de 856 veteranos que passaram pela operação entre 2000 e 2006. A média de massa corporal entre eles era de 48,7 e a idade, 54 anos. E 73% eram homens.

Cinquenta e quatro pacientes, ou 6,3% do total, morreram durante a recuperação; 1,3% vieram a óbito em um mês; 2,1% em 90 dias; e 3,4 % dentro de um ano.

Pacientes classificados como superobesos, com IMC igual ou maior do que 50, o que correspondia a 36% da amostra, tiveram maior risco de morte, registrando 30 óbitos.

Entre as explicações para o maior risco estão as complicações do procedimento em superobesos devido à quantidade de gordura abdominal, maior risco de embolia e doenças relacionadas à obesidade.

O número de operações do gênero triplicou entre 2000 e 2006, apesar de o procedimento ter sido realizado em cerca de 0,1% dos veteranos que se enquadram no critério de índice de massa corporal exigido.

Segundo o médico David Arterburn, o aumento do número de intervenções dependerá do impacto que a operação tem a longo prazo na saúde dos operados. A cirurgia bariátrica é um dos poucos procedimentos considerados eficazes na redução da obesidade mórbida causando significativa perda de peso para melhoria da saúde e qualidade de vida.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Tomar café não corta efeitos do álcool, indica estudo





Um estudo realizado nos Estados Unidos sugere que tomar café não acaba com os efeitos de uma bebedeira, diferentemente do que diz a crença popular.

Segundo os cientistas responsáveis pela pesquisa, o que o café parece fazer é tornar mais difícil para o alcoolizado perceber que está bêbado.

No estudo, da Universidade de Temple, na cidade de Filadélfia, camundongos foram submetidos a ruídos altos e luzes brilhantes, ficando assustados e sendo forçados a seguir por um labirinto para fugir.Os animais receberam doses de bebidas alcoólicas e cafeína em várias combinações diferentes, e o desempenho deles no labirinto foi comparado ao desempenho de outros ratos que receberam apenas uma solução salina neutra.

Os camundongos que receberam doses de álcool aparentaram estar mais relaxados, porém menos capazes de se moverem pelo labirinto para fugir dos sustos.

Os que receberam doses de cafeína ficaram mais alertas e se movimentaram melhor na fuga pelo labirinto.
Mas a combinação entre cafeína e bebida alcoólica, embora tenha resultado em camundongos um pouco mais alertas, não garantiu que eles conseguissem fugir pelo labirinto, evitando os sustos.
‘Mito’

Os pesquisadores acreditam que, em humanos, a combinação faz com que as pessoas sintam que não estão bêbadas, quando, na verdade, elas ainda estão sob efeito do álcool.

"É importante acabar com o mito sobre o poder do café de cortar o efeito do álcool, pois o consumo de cafeína e álcool pode na verdade levar a decisões erradas com resultados desastrosos", afirmou o líder da pesquisa, Thomas Gould.

"Pessoas que se sentem cansadas e embriagadas depois de consumir bebidas alcoólicas podem ter maior probabilidade de admitir que estão bêbadas."

"Por outro lado, pessoas que consumiram bebidas alcoólicas e cafeína podem sentir que estão em condições de lidar com situações potencialmente perigosas, como dirigir sob efeito da bebida", acrescentou.

A pesquisa foi publicada na publicação especializada Behavioural Neuroscience.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Dente quebrado: O que fazer?





Os dentes dos adultos deveriam durar a vida toda. Mas, com frequência algumas vezes irritantes para as infelizes vítimas, eles se quebram. Quando isto acontece, pode ser possível recolocar a parte quebrada no lugar, caso se mantenha o fragmento úmido e procure rapidamente um dentista.

Se o reimplante pode ser executado em menos de meia hora, a polpa possivelmente ainda estará viva, e o resultado será um sucesso. O tecido mais externo pode sobreviver por até 6 horas, permitindo ainda o reimplante com bom resultado.

Se quebrar um pedaço do seu dente, faça uma compressa gelada no local para diminuir o inchaço, guarde o fragmento que quebrou e corra para o dentista.

Se o dente foi completamente arracado, enxágue-o com água limpa. Se possível, coloque-o de volta no lugar ou sob sua língua. Se não for possível, envolva-o em um pano úmido ou em um copo com leite. Se a gengiva estiver sangrando, comprima-a com um lenço ou um chumaço de gazes. Tente chegar ao dentista em menos de 30 minutos após o acidente.

sábado, 5 de dezembro de 2009

Mais proteção aos bebês

É comum um bebê chorar até três horas por dia. Afinal, essa é a única forma que ele tem para se comunicar – informar que está com sono, fome ou incomodado com o barulho, por exemplo. Mas no interior de muitos lares essa manifestação é rebatida por adultos com violentas sacudidas. Um ato condenável, que acontece com uma frequência muito maior do que se imagina. De tão recorrente virou alvo de um projeto internacional para preveni-lo. A campanha, que teve início na Austrália, já está em mais de 150 países e acaba de ser lançada no Brasil.

O objetivo é chamar a atenção de pais, babás, outros cuidadores, educadores e médicos para o problema e suas consequências. No meio científico, ele é chamado de síndrome do bebê sacudido. A violência pode provocar danos neurológicos, cegueira e até a morte do bebê. “Essa também é a causa mais comum de traumatismo craniano não acidental entre crianças menores de três anos”, afirma o psicoterapeuta João Figueiró, presidente do Instituto Zero a Seis, voltado para a promoção de ações em favor de crianças nesta faixa etária. A entidade e o Laboratório de Análise e Prevenção da Violência da Universidade Federal de São Carlos são os responsáveis pela campanha no Brasil.

Os prejuízos ocorrem principalmente porque, no primeiro ano de vida, o organismo do bebê está em pleno desenvolvimento. Os nervos e vasos sanguíneos são mais frágeis, por exemplo, assim como as estruturas do pescoço. Até os neurônios estão desprotegidos – a membrana que os recobre ainda está em construção. “Ao ser chacoalhado, o cérebro se desloca, já que tem volume menor do que a caixa craniana”, explica o terapeuta Figueiró. “E um dos resultados pode ser a ruptura de vasos e hemorragia intracraniana.”

Muitos médicos, no Brasil e no mundo todo, desconhecem a síndrome. “Por isso queremos divulgar mais informações a esses profissionais”, afirma a pediatra Evelyn Eisenstein, professora da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Em relação às famílias, a campanha pretende orientar sobre formas de acalmar a criança durante as crises de choro. “A mãe que tem um vínculo forte com o filho protege. Queremos criar meios para fortalecer essa relação e evitar os maus-tratos”, diz a especialista.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Pesquisa comprova ação de cogumelo no combate ao câncer




Um estudo comprova o que terapias alternativas já apontavam: que um tipo de cogumelo tem ação no combate ao câncer.


A pesquisa realizada pelo New York Medical College identificou que a combinação de uma substância do cogumelo tipo Maitake e uma proteína chamada interferon alpha pode reduzir câncer de bexiga em até 75%. O estudo se soma a resultados de pesquisas anteriores que já indicavam ação positiva do alimento na redução do câncer de próstata.

O chefe do departamento de urologia do instituto, Sensuke Konno, propôs o estudo durante o encontro anual da Sociedade Americana de Urologia e os resultados foram divulgados em outubro nas principais publicações médicas da especialidade.

"É muito importante porque não apenas aumenta a eficácia do tratamento como melhora a qualidade de vida dos pacientes, pois reduz de maneira significativa a quantidade de medicamento convencional", afirmou o médico ao British Journal of Urology.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Conheça atitudes que ajudam a evitar o câncer





O Brasil terá quase meio milhão (489.270) de novos casos de câncer em 2010, de acordo com a estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca). Um detalhe positivo é que mudanças no estilo de vida diminuem os riscos de desenvolver a doença.


O controle do tabagismo, por exemplo, poderia evitar cerca de 30% dos números previstos para o próximo ano e, a adoção de uma alimentação adequada, 35%. Há a possibilidade de 10% da patologia de pele do tipo não-melanoma ser prevenida com medidas simples de proteção contra a radiação solar.

No Dia Nacional de Combate ao Câncer, 27 de novembro, confira como é possível prevenir o problema por meio de atitudes do dia a dia:

Alimentação
Para quem não fuma, a alimentação é o fator mais importante de prevenção do câncer, como disse o nutricionista Fábio Gomes, da Área de Alimentação, Nutrição e Câncer do Inca. Há iguarias comestíveis que ajudam a diminuir os riscos e outras que aumentam a probabilidade de desenvolver a doença.

As aliadas da saúde são as de origem vegetal: frutas, legumes, verduras e leguminosas (como feijão, lentilha, grão-de-bico). Têm o poder de inibir a chegada de compostos cancerígenos às células e, ainda, "consertar" o DNA danificado quando a agressão já começou. "Se a célula foi alterada e não foi possível consertar o DNA, alguns compostos promovem a morte delas, interrompendo a multiplicação desordenada."

Segundo o nutricionista, a ideia de que determinado alimento é bom para tal tipo de câncer não se aplica. "Tem de haver sinergismo entre os compostos, o que ajuda em todos os tipos da doença. Por isso, é importante variar a alimentação ao máximo." A recomendação é consumir, no mínimo, 400g por dia de vegetais, sendo 2/5 de frutas e 3/5 de legumes e verduras. Cada porção equivale a uma quantia do produto picado ou inteiro que caiba na palma da mão, totalizando aproximadamente 80g.

Entre os vilões estão os embutidos, por apresentarem grande quantidade de sal, nitritos e nitratos. "Os conservantes em contato com o suco digestivo do estômago se transformam em compostos cancerígenos." O conselho é evitar ao máximo as tentações desse gênero e o ideal seria que não fossem consumidas. Limite carne vermelha a 500g semanais.

A maneira de preparo, especialmente das carnes (de qualquer tipo), pode influenciar. As feitas na chapa ou fritas trazem malefícios, porque a exposição a altas temperaturas também atua na formação de compostos cancerígenos. Prefira levá-las ao forno ou usá-las em ensopados. Se quiser grelhar, opte pelo pré-cozimento.

Outra má notícia é que o tradicional e saboroso churrasco eleva os riscos. Além da temperatura alta, a fumaça do carvão tem dois componentes cancerígenos (alcatrão e hidrocarboneto policíclico aromático) que impregnam na refeição.

Controle de peso
O excesso de peso precisa ser eliminado. Quilos a mais na balança significam níveis mais altos de hormônios anabólicos (como a insulina) e fatores de crescimento (IGF-1), influenciando no surgimento de tumores. "Além disso, quando as células de gordura estão repletas, liberam fatores pró-inflamatórios. É como se a pessoa estivesse em um processo de inflamação generalizada, o que a torna mais vulnerável a fatores cancerígenos."

Vale mencionar, de acordo com Gomes, que dois tipos de alimento contribuem para o indesejável ganho de peso: os de alta densidade energética (bolachas e fast-foods) e os refrigerantes juntamente com os sucos industriais adicionados de açúcar.

Atividade física
Colocar o corpo em ação queima as gordurinhas e ainda equilibra os hormônios e os fatores de crescimento. Mas não basta praticar exercícios de vez em quando. Tem de ser em ritmo moderado, como uma caminhada mais acelerada, e por, no mínimo, 30 minutos diários. Com o tempo, a dica é tentar aumentar a intensidade ou estender o período. Dê definitivamente adeus ao sedentarismo.

Redução de bebidas alcoólicas
A ingestão excessiva de álcool altera o equilíbrio hormonal, aumentando as chances de câncer de mama, por exemplo, por conta do estrogênio. "O produto de sua metabolização é cancerígeno e agride o fígado. Também aumenta as chances de câncer em locais com que tem contato direto, como boca, esôfago e laringe." Ainda potencializa a absorção de outros cancerígenos. Por exemplo, se beber e fumar, o líquido destrói a barreira de proteção e os compostos do cigarro penetram com mais facilidade.

Caso não queira deixar de lado a bebida alcoólica, restrinja a sua quantidade. As mulheres podem saborear um drinque por dia (uma lata de cerveja ou uma taça de vinho) e, os homens, até dois.

Amamentação
Amamentar exclusivamente até os seis meses tem seus méritos. Diminui entre 13% e 21% os riscos de a mãe ter câncer de mama, como afirmou o nutricionista.

Enquanto o bebê suga o leite, o movimento promove uma espécie de esfoliação do tecido mamário por dentro. Assim, se houver células agredidas, são eliminadas e renovadas. "Quando termina a lactação, várias células se autodestroem, entre elas algumas que poderiam ter lesões no material genético."

Outro benefício é que as taxas do hormônio estrogênio caem durante o período de aleitamento. Toda mulher o produz, mas existe uma atuação importante dele no desencadeamento da patologia.

Proteção solar
Muito mais que manchas e envelhecimento precoce, a exposição ao sol em excesso e sem proteção pode levar ao câncer. Se for aproveitar os dias quentes para conquistar um bronzeado de dar inveja, evite ficar sob o sol entre 10h e 16h e use sempre filtro. O dermatologista Agnaldo Augusto Mirandez, membro efetivo da Sociedade Brasileira de Dermatologia e diretor da clínica Perfetta, em São Paulo, recomenda a partir do fator 20. Passe-o meia hora antes da exposição e reaplique-o a cada duas horas ou depois de suar ou mergulhar. Invista em chapéus, óculos escuros e guarda-sol.

Especialistas recomendam ainda passar o protetor solar diariamente, antes de sair de casa, e repetir a aplicação outras vezes ao dia, no rosto e nas mãos, áreas expostas constantemente às radiações solares.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Pacientes de Aids somam 33,4 milhões, alta de 1,2% desde 2007

Cerca de 33,4 milhões de pessoas em todo o mundo estão infectadas com o vírus da Aids, de acordo com comunicado divulgado nesta terça-feira (24) pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Programa Conjunto da ONU para HIV/Aids (Unaids).



Esse número significa um crescimento de 400 mil infectados, se comparado às 33 milhões de pessoas infectadas em 2007. Porcentualmente, a alta é de 1,2%.



O relatório acrescentou, no entanto, que mais pessoas estão vivendo mais tempo com a doença, por conta da disponibilidade de medicamentos para o tratamento do HIV.



"O número de mortes relacionadas à Aids caiu em mais de 10% nos últimos cinco anos ao passo que mais pessoas ganham acesso a medicamentos que salvam a vida", acrescentou.