A Política Nacional de Saúde da Pessoa com Deficiência, instituída pela Portaria MS/GM nº 1.060, de 5 de junho de 2002, define, como propósitos gerais: proteger a saúde da pessoa com deficiência; reabilitar a pessoa com deficiência na sua capacidade funcional e desempenho humano, contribuindo para a sua inclusão em todas as esferas da vida social; e prevenir agravos que determinem o aparecimento de deficiências.
Estabelece as orientações gerais para a elaboração de planos, projetos e atividades voltados à saúde das pessoas com deficiência nos estados, Distrito Federal e municípios. Seu principal objetivo é propiciar atenção integral à saúde da pessoa com deficiência, desde a atenção básica até a sua reabilitação, incluindo a concessão de órteses, próteses e meios auxiliares de locomoção, quando se fizerem necessários.
Suas diretrizes, a serem implementadas solidariamente nas três esferas de gestão e incluindo as parcerias interinstitucionais necessárias, são: a promoção da qualidade de vida; a prevenção de deficiências; a atenção integral à saúde; a melhoria dos mecanismos de informação; a capacitação de recursos humanos; e a organização e funcionamento dos serviços.
1. Promoção da Qualidade de Vida – deve ser compreendida como responsabilidade social compartilhada, visando assegurar a igualdade de oportunidades, a construção de ambientes acessíveis e a ampla inclusão sociocultural. As cidades, os ambientes públicos e coletivos, os meios de transporte, as formas de comunicação, devem ser pensados para facilitar a convivência, o livre trânsito e a participação de todos os cidadãos.
Na área da saúde, é preciso tornar acessíveis as unidades de saúde, de acordo com a Norma Brasileira 9050/ABNT, como descrito no Manual de Estrutura Física das Unidades Básicas de Saúde, MS, 2ª ed., Brasília, 2008. Assegurar a representação das pessoas com deficiência nos Conselhos de Saúde, nas esferas municipal, estadual e federal.
2. Prevenção de Deficiências – atuação intersetorial, devendo a Saúde unir esforços a outras áreas como: educação, segurança, trânsito, assistência social, direitos humanos, esporte, cultura, comunicação e mídia, dentre outros.
Especificamente na área da saúde devem ser implementadas ações de prevenção, tendo em vista que cerca de 70% das ocorrências seriam evitáveis ou atenuáveis, com medidas apropriadas e oportunas. Ações de imunização, acompanhamento de gestantes (em especial as de risco), exames para os recém-nascidos, acompanhamento do crescimento infantil, acompanhamento dos diabéticos, hipertensos e pessoas com hanseníase, prevenção de acidentes (domésticos, no trânsito e no trabalho) e violências (álcool/drogas).
Medidas preventivas envolvem, também, ações de natureza informativa e educacional, voltadas à população, aos profissionais de saúde e aos gestores de serviços.
3. Atenção Integral à Saúde – responsabilidade direta do Sistema Único de Saúde e sua rede de unidades, voltada aos cuidados que devem ser dispensados às pessoas com deficiência, assegurando acesso às ações básicas e de maior complexidade, aos procedimentos de reabilitação, e ao recebimento de órteses, próteses e meios auxiliares de locomoção.
4. Melhoria dos Mecanismos de Informação – deve ser pensada e desenvolvida em vários pontos. Um deles é a melhoria dos registros de dados sobre as pessoas com deficiência no país. Outro é o aperfeiçoamento dos sistemas nacionais de informação do SUS, e a construção de indicadores e parâmetros específicos para esta área, com o desenvolvimento de estudos epidemiológicos, clínicos e de serviços, e com estímulo às pesquisas em saúde e deficiência.
Outro aspecto é a criação, e distribuição de material educativo e informativo na área da saúde em formatos acessíveis, isto é, em Braille, em Libras, em CD (PDF/TXT para conversão em voz) e em caracteres ampliados.
5. Capacitação de Recursos Humanos – é importante, pois os procedimentos de saúde são baseados especialmente na relação entre pessoas. Profissionais capacitados, tanto na rede básica (incluindo as equipes de Saúde da Família e os Agentes Comunitários de Saúde) quanto nos serviços de reabilitação (física, auditiva, visual, intelectual), estarão mais sensibilizados para os cuidados às pessoas com deficiência usuárias do SUS.
Outro foco de desenvolvimento e capacitação são os gestores locais de serviços em saúde e os usuários participantes dos Conselhos de Saúde, para que haja incremento no planejamento de políticas de saúde voltadas às pessoas com deficiência no país.
6. Organização e Funcionamento dos Serviços – os serviços de saúde devem se organizar como uma rede de cuidados, de forma descentralizada, intersetorial e participativa, tendo as Unidades Básicas de Saúde (ou Saúde da Família) como porta de entrada para as ações de prevenção e para as intercorrências gerais de saúde da população com deficiência.
Nas unidades especializadas, qualificadas para atender às necessidades específicas das pessoas com deficiência, a atenção será multiprofissional e interdisciplinar, com a presença da fisioterapia, da terapia ocupacional, da fonoaudiologia, e, dependendo da disponibilidade dos profissionais no município, também da psicologia e da assistência social. Neste nível será possível a avaliação de cada caso para, junto com a terapia, fazer a dispensação de órteses, próteses e meios auxiliares de locomoção, e o acompanhamento da adaptação aos equipamentos.
Para as unidades de alta tecnologia, ambulatorial ou hospitalar, reservam-se os casos que justificam intervenção intensa e mais freqüente, vinculados, se possível, a centros universitários. Estas unidades atendem as pessoas que sofreram traumas recentes, caracterizando uma via de entrada para a atenção no SUS. Para o seguimento destes casos há que se criar um fluxo para que as pessoas tenham acesso, após a alta hospitalar, às unidades básicas de saúde mais próximas de seus locais de moradia.
Para que aconteça
A viabilização desta política nacional deve-se a uma conjugação de esforços que tiveram seu início na decisão política dos governantes em responder positivamente às reivindicações e movimentos sociais de pessoas com deficiência. Os gestores do SUS nas três esferas de governo têm, como parceiros potenciais: educação, desenvolvimento social, direitos humanos, habitação, justiça, transporte, trabalho, esporte e turismo que, de forma articulada e integrada, podem atuar para a progressiva inclusão das pessoas com deficiência em suas comunidades, para o exercício da cidadania e vida social.
É importante registrar que a inclusão da pessoa com deficiência se dá, também, por ações da comunidade, transformando os ambientes, eliminando barreiras arquitetônicas e de atitudes, que impedem a efetiva participação social das pessoas com deficiência.
Uma cidade acessível e acolhedora será melhor para todos os cidadãos.
domingo, 22 de novembro de 2009
quinta-feira, 19 de novembro de 2009

O que é diabete
Batizada pelos médicos de diabetes mellitus, a doença ocorre quando há um aumento do açúcar no sangue. Dependendo dos motivos desse disparo, pode ser de dois tipos:
• No tipo 1 as células do pâncreas que fabricam insulina, o hormônio que ajuda a glicose a entrar nas células, simplesmente foram destruídas.
• Já no tipo 2 ou a produção dela não é suficiente ou as células simplesmente não conseguem aproveitá-la da forma correta - a chamada resistência à insulina.
Nos dois casos, o excesso de glicose em circulação desencadeia várias complicações que, se não forem controladas, podem levar à morte.
O diabete é um dos problemas mais graves de saúde pública, pois responde por 40% das mortes por doenças cardiovasculares - a primeira causa de morte no mundo. No Brasil ele atinge cerca de 10% das pessoas entre 30 e 69 anos. Mas apenas metade delas sabem que são portadoras do distúrbio.
De onde vem o nome?
O termo diabetes foi cunhado lá pelo ano 70, na Grécia antiga, quando Areteu da Capadócia descreveu a doença pela primeira vez. Ele comparou o funcionamento do organismo desses pacientes a um sifão, o significado da palavra grega: comiam e bebiam muito, mas toda a energia que entrava pela boca ia embora literalmente pelo ralo com o excesso de urina. Já mellitus foi incorporado bem mais tarde. Em 1670 o médico inglês Thomas Willis provou a urina de indivíduos que apresentavam sintomas parecidos e descobriu que ela era muito doce. Quase dois séculos depois, em 1815, o químico francês M. Chevreul demonstrou que o açúcar dos diabéticos era glicose. Daí os médicos começaram a experimentar a urina de quem tinha suspeitas da doença. Ela foi batizada então de diabetes açucarada ou diabetes mellitus, palavra de origem latina que quer dizer mel ou adocicado.
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Aids
A aids é uma doença que se manifesta após a infecção do organismo pelo Vírus da Imunodeficiência Humana, mais conhecido como HIV (proveniente do inglês - Human Immunodeficiency Virus).
A transmissão ocorre por meio do contato com sangue, sêmen, secreção vaginal ou leite materno da pessoa doente. Vale destacar que suor, lágrima, beijo no rosto ou na boca e uso comum de sabonete, toalha, copos ou talhares, entre outros, não transmitem a doença.
Desde 1996, com a distribuição gratuita de medicamentos aos brasileiros que necessitam do tratamento de aids, houve um aumento na sobrevida e uma melhora na qualidade de vida dos pacientes portadores do HIV. Atualmente, cerca de 180 mil pessoas recebem tratamento de aids fornecido pelo Ministério da Saúde e distribuído gratuitamente na rede pública de saúde.
A aids é uma doença que se manifesta após a infecção do organismo pelo Vírus da Imunodeficiência Humana, mais conhecido como HIV (proveniente do inglês - Human Immunodeficiency Virus).
A transmissão ocorre por meio do contato com sangue, sêmen, secreção vaginal ou leite materno da pessoa doente. Vale destacar que suor, lágrima, beijo no rosto ou na boca e uso comum de sabonete, toalha, copos ou talhares, entre outros, não transmitem a doença.
Desde 1996, com a distribuição gratuita de medicamentos aos brasileiros que necessitam do tratamento de aids, houve um aumento na sobrevida e uma melhora na qualidade de vida dos pacientes portadores do HIV. Atualmente, cerca de 180 mil pessoas recebem tratamento de aids fornecido pelo Ministério da Saúde e distribuído gratuitamente na rede pública de saúde.
domingo, 18 de outubro de 2009
Tire suas dúvidas sobre prevenção e tratamento da nova gripe
Saiba como evitar o contágio e o que fazer caso sinta os sintomas.
Dificuldade para respirar é principal sinal de agravamento.
Assim como ocorre na gripe comum, a maioria dos casos de gripe suína apresenta quadro clínico leve e quase 100% evoluem para a cura. A taxa de letalidade média, nas duas situações, é de 0,5%. Toda a mobilização em torno da nova gripe se justifica porque o vírus A (H1N1) é novo e ainda não há pesquisas científicas definitivas sobre suas características. Por isso, a prudência manda acompanhar sua evolução passo a passo. O principal risco associado à doença é uma inflamação severa dos pulmões, que pode levar à insuficiência respiratória. Confira abaixo as orientações gerais para lidar com a nova gripe.
É possível prevenir a doença?
Sim. Cubra a boca e o nariz com lenço descartável ao tossir ou espirrar e jogue o lenço no lixo após o uso. Lave bem as mãos frequentemente com água e sabão, especialmente depois de tossir ou espirrar. Você também pode usar produtos à base de álcool para limpar as mãos. Evite tocar os olhos, boca e nariz, porque os germes se espalham desse modo. Não compartilhe objetos de uso pessoal, como copos, pratos e talheres. Evite contato próximo com pessoas doentes. Alimente-se bem.
Quais sintomas indicam que eu posso estar com a nova gripe?
Febre repentina, tosse, dor de cabeça, dores musculares, dores nas articulações e coriza.
O que eu devo fazer se estiver sentindo isso?
Procure seu médico ou vá a um posto de saúde rapidamente.
O que eu NÃO devo fazer?
Não deixe passar 48 horas do início dos sintomas sem fazer nada. Não recorra à automedicação nem fique em casa tomando chazinho. Também não fique obcecado pela ideia de fazer a todo custo o teste para confirmar se você tem o A (H1N1) ou não. Médicos e hospitais vão tratá-lo, independentemente da confirmação laboratorial. Eles vão se orientar pelos sintomas, não pelo teste do H1N1. Também não corra para um hospital se você não está com os sintomas descritos. Muitos hospitais ficaram lotados recentemente com o assédio de pessoas que não tinham nem gripe comum. Evite todos esses extremos. Não há razão para pânico.
A nova gripe é parecida com a comum?
Sim. Na gripe comum, a maioria dos casos apresenta quadro clínico leve e quase 100% evoluem para a cura. Isso também ocorre na nova gripe. Em ambos os casos, o total de pessoas que morrem após contraírem o vírus em todo o mundo é, em média, de 0,5%. Como cerca de 30% dos que pegam gripe (de qualquer tipo) não apresentam sintomas, e nem todo mundo vai ao médico para relatar a infecção, a porcentagem real de mortos é ainda menor.
Mas se a nova gripe é parecida com a gripe comum, porque tanta mobilização?
Porque o vírus A (H1N1) é novo e ainda não se sabe tudo sobre suas características. É obrigação das autoridades de saúde e da comunidade científica acompanhar de perto a situação. A nova gripe pode afetar gravemente pessoas com sistema imune mais forte, ao menos em certos casos. O principal risco associado à doença é uma inflamação severa dos pulmões, que pode levar à insuficiência respiratória, ou seja, incapacidade de respirar direito.
O que indica agravamento do quadro clínico?
Frequência respiratória superior a 25 respirações por minuto, dores no peito, pressão baixa, dedos das mãos e dos pés arroxeados, confusão mental, sinais de desidratação.
Quem faz parte do grupo de risco?
Maiores de 60 anos de idade, menores de 2 anos, gestantes, pessoas com diabete, doença cardíaca, pulmonar ou renal crônica, com deficiência imunológica (como pacientes com câncer ou em tratamento para Aids) ou com doenças provocadas por alterações da hemoglobina, como anemia falciforme.
Se há agravamento ou eu faço parte do grupo de risco, o que acontece?
Você será encaminhado pelo seu médico ou pelo posto de saúde a um dos 68 hospitais de referência para tratamento de casos que inspiram mais cuidados. Essas unidades prepararam 900 leitos com isolamento adequado para atender aos doentes que necessitem de internação. O agravamento do quadro NÃO significa que ele vá ser fatal. Mesmo nos casos graves, a maioria dos pacientes sobrevive.
Quais os critérios de utilização para o remédio contra a nova gripe?
Só os pacientes com agravamento do estado de saúde nas primeiras 48 horas desde o início dos sintomas e as pessoas com maior risco de apresentar quadro clínico grave serão medicados com o remédio específico.
Isso é feito porque o medicamento está em falta?
Não. O objetivo é evitar o uso desnecessário e uma possível resistência ao medicamento. O Ministério da Saúde mantém estoque suficiente de medicamento para tratamento dos casos indicados. Além de comprimidos para uso imediato, há matéria-prima para produzir mais 9 milhões de tratamentos.
O vírus, se infectar grávidas, pode causar problemas de desenvolvimento em fetos?
Não. O grande problema enfrentado por uma grávida é a relativa debilidade do sistema de defesa de seu organismo na comparação com o de outras pessoas. É por isso que grávidas fazem parte do grupo de risco para complicações pela nova gripe.
Quem pega a gripe uma vez pode ser infectado por ela novamente mais tarde?
Não. O organismo cria defesas contra o vírus. No entanto, se houver uma mutação significativa no subtipo do vírus, alterando as características que o agente causador da doença usa para invadir o organismo, é como se fosse uma nova onda de gripe – e aí a doença pode se apresentar de novo.
O vírus A (H1N1) tem “transmissão sustentada” no Brasil? O que isso significa?
Que o contágio no Brasil não está mais vinculado a alguém que viajou e foi infectado pelo vírus ao exterior ou ao contato com quem viajou e foi infectado pelo vírus. Era essa a situação entre 24 de abril, data do primeiro alerta da Organização Mundial da Saúde (OMS), até o dia 15 de julho. Agora o vírus circula pelo país, de forma constante e ininterrupta. Ele não é mais “importado”.
A OMS declarou que há uma “pandemia” da nova gripe. Isso significa que haverá alto grau de mortalidade?
Não. O termo “pandemia” só indica que o vírus se espalhou em vários continentes e se transmite de forma sustentada, ou seja, sem interrupção da cadeia de transmissão no horizonte.
Qual a origem desse vírus?
A gripe A (H1N1), também chamada de gripe suína, é uma doença respiratória causada por um vírus influenza tipo A cujos "ancestrais" causam regularmente crises de gripe em porcos. Ocasionalmente, o vírus vence a barreira entre espécies e afeta humanos. O vírus da gripe suína clássica foi isolado pela primeira vez num porco em 1930. Desde então, o patógeno sofreu novas recombinações e se tornou mais capaz de infectar pessoas.
Saiba como evitar o contágio e o que fazer caso sinta os sintomas.
Dificuldade para respirar é principal sinal de agravamento.
Assim como ocorre na gripe comum, a maioria dos casos de gripe suína apresenta quadro clínico leve e quase 100% evoluem para a cura. A taxa de letalidade média, nas duas situações, é de 0,5%. Toda a mobilização em torno da nova gripe se justifica porque o vírus A (H1N1) é novo e ainda não há pesquisas científicas definitivas sobre suas características. Por isso, a prudência manda acompanhar sua evolução passo a passo. O principal risco associado à doença é uma inflamação severa dos pulmões, que pode levar à insuficiência respiratória. Confira abaixo as orientações gerais para lidar com a nova gripe.
É possível prevenir a doença?
Sim. Cubra a boca e o nariz com lenço descartável ao tossir ou espirrar e jogue o lenço no lixo após o uso. Lave bem as mãos frequentemente com água e sabão, especialmente depois de tossir ou espirrar. Você também pode usar produtos à base de álcool para limpar as mãos. Evite tocar os olhos, boca e nariz, porque os germes se espalham desse modo. Não compartilhe objetos de uso pessoal, como copos, pratos e talheres. Evite contato próximo com pessoas doentes. Alimente-se bem.
Quais sintomas indicam que eu posso estar com a nova gripe?
Febre repentina, tosse, dor de cabeça, dores musculares, dores nas articulações e coriza.
O que eu devo fazer se estiver sentindo isso?
Procure seu médico ou vá a um posto de saúde rapidamente.
O que eu NÃO devo fazer?
Não deixe passar 48 horas do início dos sintomas sem fazer nada. Não recorra à automedicação nem fique em casa tomando chazinho. Também não fique obcecado pela ideia de fazer a todo custo o teste para confirmar se você tem o A (H1N1) ou não. Médicos e hospitais vão tratá-lo, independentemente da confirmação laboratorial. Eles vão se orientar pelos sintomas, não pelo teste do H1N1. Também não corra para um hospital se você não está com os sintomas descritos. Muitos hospitais ficaram lotados recentemente com o assédio de pessoas que não tinham nem gripe comum. Evite todos esses extremos. Não há razão para pânico.
A nova gripe é parecida com a comum?
Sim. Na gripe comum, a maioria dos casos apresenta quadro clínico leve e quase 100% evoluem para a cura. Isso também ocorre na nova gripe. Em ambos os casos, o total de pessoas que morrem após contraírem o vírus em todo o mundo é, em média, de 0,5%. Como cerca de 30% dos que pegam gripe (de qualquer tipo) não apresentam sintomas, e nem todo mundo vai ao médico para relatar a infecção, a porcentagem real de mortos é ainda menor.
Mas se a nova gripe é parecida com a gripe comum, porque tanta mobilização?
Porque o vírus A (H1N1) é novo e ainda não se sabe tudo sobre suas características. É obrigação das autoridades de saúde e da comunidade científica acompanhar de perto a situação. A nova gripe pode afetar gravemente pessoas com sistema imune mais forte, ao menos em certos casos. O principal risco associado à doença é uma inflamação severa dos pulmões, que pode levar à insuficiência respiratória, ou seja, incapacidade de respirar direito.
O que indica agravamento do quadro clínico?
Frequência respiratória superior a 25 respirações por minuto, dores no peito, pressão baixa, dedos das mãos e dos pés arroxeados, confusão mental, sinais de desidratação.
Quem faz parte do grupo de risco?
Maiores de 60 anos de idade, menores de 2 anos, gestantes, pessoas com diabete, doença cardíaca, pulmonar ou renal crônica, com deficiência imunológica (como pacientes com câncer ou em tratamento para Aids) ou com doenças provocadas por alterações da hemoglobina, como anemia falciforme.
Se há agravamento ou eu faço parte do grupo de risco, o que acontece?
Você será encaminhado pelo seu médico ou pelo posto de saúde a um dos 68 hospitais de referência para tratamento de casos que inspiram mais cuidados. Essas unidades prepararam 900 leitos com isolamento adequado para atender aos doentes que necessitem de internação. O agravamento do quadro NÃO significa que ele vá ser fatal. Mesmo nos casos graves, a maioria dos pacientes sobrevive.
Quais os critérios de utilização para o remédio contra a nova gripe?
Só os pacientes com agravamento do estado de saúde nas primeiras 48 horas desde o início dos sintomas e as pessoas com maior risco de apresentar quadro clínico grave serão medicados com o remédio específico.
Isso é feito porque o medicamento está em falta?
Não. O objetivo é evitar o uso desnecessário e uma possível resistência ao medicamento. O Ministério da Saúde mantém estoque suficiente de medicamento para tratamento dos casos indicados. Além de comprimidos para uso imediato, há matéria-prima para produzir mais 9 milhões de tratamentos.
O vírus, se infectar grávidas, pode causar problemas de desenvolvimento em fetos?
Não. O grande problema enfrentado por uma grávida é a relativa debilidade do sistema de defesa de seu organismo na comparação com o de outras pessoas. É por isso que grávidas fazem parte do grupo de risco para complicações pela nova gripe.
Quem pega a gripe uma vez pode ser infectado por ela novamente mais tarde?
Não. O organismo cria defesas contra o vírus. No entanto, se houver uma mutação significativa no subtipo do vírus, alterando as características que o agente causador da doença usa para invadir o organismo, é como se fosse uma nova onda de gripe – e aí a doença pode se apresentar de novo.
O vírus A (H1N1) tem “transmissão sustentada” no Brasil? O que isso significa?
Que o contágio no Brasil não está mais vinculado a alguém que viajou e foi infectado pelo vírus ao exterior ou ao contato com quem viajou e foi infectado pelo vírus. Era essa a situação entre 24 de abril, data do primeiro alerta da Organização Mundial da Saúde (OMS), até o dia 15 de julho. Agora o vírus circula pelo país, de forma constante e ininterrupta. Ele não é mais “importado”.
A OMS declarou que há uma “pandemia” da nova gripe. Isso significa que haverá alto grau de mortalidade?
Não. O termo “pandemia” só indica que o vírus se espalhou em vários continentes e se transmite de forma sustentada, ou seja, sem interrupção da cadeia de transmissão no horizonte.
Qual a origem desse vírus?
A gripe A (H1N1), também chamada de gripe suína, é uma doença respiratória causada por um vírus influenza tipo A cujos "ancestrais" causam regularmente crises de gripe em porcos. Ocasionalmente, o vírus vence a barreira entre espécies e afeta humanos. O vírus da gripe suína clássica foi isolado pela primeira vez num porco em 1930. Desde então, o patógeno sofreu novas recombinações e se tornou mais capaz de infectar pessoas.
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Lavar as mãos evita 50% das mortes por diarreia
Pesquisas mundiais apontam que 40% das pessoas não lavam as mãos depois de ir ao banheiro. Índices sobre o assunto são ratificados com novas pesquisas a cada ano, como a publicada no Journal of Environmental Health de setembro, que apontou que apenas 17% de estudantes de uma universidade canadense seguiam as recomendações de lavar as mãos.
Por isso, não é exagero lembrar os procedimentos corretos de higienização das mãos, tão importante em tempos da gripe tipo A, vírus H1N1 (a famosa gripe suína). Neste dia 15, comemora-se pelo segundo ano o Dia Mundial de Lavagem das Mãos, iniciativa do Unicef, organizações não-governamentais ligadas à saúde e de empresas privadas. É a segunda data destinada à conscientização do gesto. A Organização Mundial de Saúde comemora o Dia Mundial de Lavagem das Mãos em 5 de maio.
"Lavar as mãos com sabão é a maneira mais eficaz e barata de prevenir diarreias e infecções respiratórias agudas, causa da morte de milhares de crianças em países em desenvolvimento em todo o mundo. Apesar desse potencial, é raramente praticado e difícil de promover", diz o texto sobre a campanha, realizada desde o ano passado.
O simples gesto reduz em 50% o índice de mortes por diarreia e em 25% as por infecções respiratórias, e são mais eficientes do que prevenção por meio de vacinas ou intervenções médicas.
Neste dia, crianças de mais de 70 países em todos os continentes irão desenvolver atividades nas escolas, playgrounds e comunidades envolvendo a higiene das mãos. O desafio é transformar a lavagem das mãos com sabão em um hábito automático feito em casa, escolas e comunidades em todo o mundo.
"É necessário que se transforme em um comportamento", disse a médica Thais Guimarães, infectologista do Hospital das Clínicas em São Paulo e membro da Sociedade Brasileira de Infectologia.
Veja abaixo como deve ser feita a correta higienização das mãos e como proceder caso as condições não sejam ideais, principalmente em locais públicos.
Quando lavar: Antes de comer e antes e depois de ir ao banheiro são fundamentais. "E sempre que levar a mão ao nariz ou à boca, pois pode contaminar objetos e outras pessoas com germes", afirmou a infectologista. Não é necessário lavar as mãos várias vezes por dia, fora dessas situações. "Não é preciso ser neurótico. Basta lavar sempre que perceber estão sujas e precisam ser higienizadas. É diferente de um profissional de saúde que tem necessidade de lavar várias vezes por dia". As situações mais indicadas são após pegar em locais de grande contato como telefones, volantes, maçanetas, corrimão.
Condições ideais: A correta higiene das mãos é feita com água corrente, sabonete líquido e papel toalha para secar a pele. Mas isso não significa que basta usar os itens e pronto, você estará com a pele limpa. A remoção das bactérias é feita por ação mecânica, ou seja, é necessário esfregar as mãos. "Além disso, a espuma presente no sabonete ajuda a remover a gordura da pele, eliminando maior quantidade de germes", disse Thais.
Sabonete: Fora de casa, é necessário usar sempre sabonete líquido. Se a única opção for o em barra, não use. "É item contaminado, pois quem lavou as mãos antes deixou bactérias no produto", afirmou Thais Guimarães. Nesse caso, esfregue as mãos, seguindo os movimentos que faria com o sabão, mas lave apenas com água.
Secagem: O material disponível para secagem das mãos deve ser de uso exclusivo, ou seja, toalhas de papel descartáveis. Se as opções forem as de pano ou toalhas convencionais, melhor não secar. "E não enxugue na roupa, pois estará contaminando novamente as mãos", disse a infectologista. Segundo a especialista, o ar quente, disponível em aparelhos também é eficaz e tem o mesmo efeito da toalha de papel. E um outro cuidado ainda é importante: fechar a torneira protegendo a mão com o papel. "Enxágue as mãos, pegue o papel e seque as mãos. Com esse mesmo papel feche a torneira." Isso é importante pois são partes contaminadas por bactérias oriundas das mãos de pessoas que acabaram de ir ao banheiro. Thais ainda completa dizendo que o uso do papel para abrir a porta do banheiro não é tão necessário.
Sem água: Na ausência de pia ou a presença de uma pia que não oferece condições de higiene, os gel de limpeza de mãos são tão eficientes quanto uma lavagem correta das mãos, pois a maioria contém álcool, que remove boa parte das bactérias. No caso de outros produtos, como lenços umedecidos, é preciso prestar atenção à formulação. As que contiverem álcool são eficazes, mas os demais farão limpeza parcial das mãos, resultado mais da ação mecânica.
Produtos de ação bactericida: Não é recomendado o uso de sabonetes antibacterianos, a não ser sob indicação médica. "Têm maior poder de destruição de bactérias, eliminando até as que fazem a defesa da nossa pele, o que pode causar ressecamento e outras dermatites, como alergias", afirmou Thais Guimarães. Não é necessário nem em crianças que brincaram na rua. "Não há diferença entre os sabonetes, não há um mais eficaz, pois a eficiência está na ação mecânica."
Pesquisas mundiais apontam que 40% das pessoas não lavam as mãos depois de ir ao banheiro. Índices sobre o assunto são ratificados com novas pesquisas a cada ano, como a publicada no Journal of Environmental Health de setembro, que apontou que apenas 17% de estudantes de uma universidade canadense seguiam as recomendações de lavar as mãos.
Por isso, não é exagero lembrar os procedimentos corretos de higienização das mãos, tão importante em tempos da gripe tipo A, vírus H1N1 (a famosa gripe suína). Neste dia 15, comemora-se pelo segundo ano o Dia Mundial de Lavagem das Mãos, iniciativa do Unicef, organizações não-governamentais ligadas à saúde e de empresas privadas. É a segunda data destinada à conscientização do gesto. A Organização Mundial de Saúde comemora o Dia Mundial de Lavagem das Mãos em 5 de maio.
"Lavar as mãos com sabão é a maneira mais eficaz e barata de prevenir diarreias e infecções respiratórias agudas, causa da morte de milhares de crianças em países em desenvolvimento em todo o mundo. Apesar desse potencial, é raramente praticado e difícil de promover", diz o texto sobre a campanha, realizada desde o ano passado.
O simples gesto reduz em 50% o índice de mortes por diarreia e em 25% as por infecções respiratórias, e são mais eficientes do que prevenção por meio de vacinas ou intervenções médicas.
Neste dia, crianças de mais de 70 países em todos os continentes irão desenvolver atividades nas escolas, playgrounds e comunidades envolvendo a higiene das mãos. O desafio é transformar a lavagem das mãos com sabão em um hábito automático feito em casa, escolas e comunidades em todo o mundo.
"É necessário que se transforme em um comportamento", disse a médica Thais Guimarães, infectologista do Hospital das Clínicas em São Paulo e membro da Sociedade Brasileira de Infectologia.
Veja abaixo como deve ser feita a correta higienização das mãos e como proceder caso as condições não sejam ideais, principalmente em locais públicos.
Quando lavar: Antes de comer e antes e depois de ir ao banheiro são fundamentais. "E sempre que levar a mão ao nariz ou à boca, pois pode contaminar objetos e outras pessoas com germes", afirmou a infectologista. Não é necessário lavar as mãos várias vezes por dia, fora dessas situações. "Não é preciso ser neurótico. Basta lavar sempre que perceber estão sujas e precisam ser higienizadas. É diferente de um profissional de saúde que tem necessidade de lavar várias vezes por dia". As situações mais indicadas são após pegar em locais de grande contato como telefones, volantes, maçanetas, corrimão.
Condições ideais: A correta higiene das mãos é feita com água corrente, sabonete líquido e papel toalha para secar a pele. Mas isso não significa que basta usar os itens e pronto, você estará com a pele limpa. A remoção das bactérias é feita por ação mecânica, ou seja, é necessário esfregar as mãos. "Além disso, a espuma presente no sabonete ajuda a remover a gordura da pele, eliminando maior quantidade de germes", disse Thais.
Sabonete: Fora de casa, é necessário usar sempre sabonete líquido. Se a única opção for o em barra, não use. "É item contaminado, pois quem lavou as mãos antes deixou bactérias no produto", afirmou Thais Guimarães. Nesse caso, esfregue as mãos, seguindo os movimentos que faria com o sabão, mas lave apenas com água.
Secagem: O material disponível para secagem das mãos deve ser de uso exclusivo, ou seja, toalhas de papel descartáveis. Se as opções forem as de pano ou toalhas convencionais, melhor não secar. "E não enxugue na roupa, pois estará contaminando novamente as mãos", disse a infectologista. Segundo a especialista, o ar quente, disponível em aparelhos também é eficaz e tem o mesmo efeito da toalha de papel. E um outro cuidado ainda é importante: fechar a torneira protegendo a mão com o papel. "Enxágue as mãos, pegue o papel e seque as mãos. Com esse mesmo papel feche a torneira." Isso é importante pois são partes contaminadas por bactérias oriundas das mãos de pessoas que acabaram de ir ao banheiro. Thais ainda completa dizendo que o uso do papel para abrir a porta do banheiro não é tão necessário.
Sem água: Na ausência de pia ou a presença de uma pia que não oferece condições de higiene, os gel de limpeza de mãos são tão eficientes quanto uma lavagem correta das mãos, pois a maioria contém álcool, que remove boa parte das bactérias. No caso de outros produtos, como lenços umedecidos, é preciso prestar atenção à formulação. As que contiverem álcool são eficazes, mas os demais farão limpeza parcial das mãos, resultado mais da ação mecânica.
Produtos de ação bactericida: Não é recomendado o uso de sabonetes antibacterianos, a não ser sob indicação médica. "Têm maior poder de destruição de bactérias, eliminando até as que fazem a defesa da nossa pele, o que pode causar ressecamento e outras dermatites, como alergias", afirmou Thais Guimarães. Não é necessário nem em crianças que brincaram na rua. "Não há diferença entre os sabonetes, não há um mais eficaz, pois a eficiência está na ação mecânica."
terça-feira, 13 de outubro de 2009
Aprovada medida provisória no valor de R$ 2,1 bilhões Recursos serão usados na compra de vacinas e medicamentos contra a nova gripe, além de equipamentos e material de diagnóstico, ampliação de leitos de UTI, capacitação profissional e pesquisas sobre o vírus pandêmico
Como se prevenir da gripe
O presidente da República em exercício, José Alencar, aprovou a medida provisória 469, que libera crédito suplementar de R$ 2,168 bilhões para o enfrentamento da pandemia de Influenza A (H1N1). A maior parte da verba será destinada ao Ministério da Saúde, que administrará R$ 2,163 bilhões. O restante – R$ 5,050 milhões – será destinado ao Ministério dos Transportes. A decisão foi publicada na primeira seção do Diário Oficial da União desta terça-feira (6). Os recursos da pasta da Saúde serão utilizados na aquisição de vacinas e medicamentos contra a nova gripe, além de equipamentos para hospitalização, material de diagnóstico, aumento do número de leitos de UTI e capacitação de profissionais de saúde. Do total das verbas aprovadas, R$ 1,06 bilhão será usado na aquisição de vacinas, que serão distribuídas no primeiro semestre de 2010, antes do início do inverno. A recomendação quanto ao número de doses e aos públicos prioritários para receberem a vacina devem ser anunciadas nas próximas semanas pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Com base nestas informações, o Ministério da Saúde definirá a quantidade de vacina que será adquirida. No hemisfério Norte, que deve ser atingido pela segunda onda da pandemia a partir de outubro, com o início do período frio, alguns países, como Estados Unidos, Austrália e Portugal, já começaram a vacinar a população. México e Itália anunciaram o início da vacinação ainda este mês. Diversos estudos científicos ainda estão sendo concluídos para indicar os grupos prioritários para receber a vacina. Sabe-se, de antemão, que não haverá vacinas para toda a população mundial. Mas existe o consenso de que pessoas com mais risco de morrer ou de desenvolver as formas graves da doença e profissionais de saúde, que vão atender a população durante a segunda onda da pandemia, estarão entre os grupos prioritários. MEDICAMENTOS – Com os recursos da medida provisória, o Ministério da Saúde também reforçará o estoque de medicamentos contra a gripe A, com a aquisição de mais 11,2 milhões de tratamentos, representando um investimento de R$ 483,6 milhões. Parte dos medicamentos (2 milhões de tratamentos) será produzida pelos laboratórios oficiais – do Exército, da Marinha e da Aeronáutica, sob supervisão do Laboratório de Farmanguinhos da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). As instituições militares receberão investimento de R$ 20 milhões em infraestrutra. Desde que a OMS informou a ocorrência da nova gripe, o Ministério da Saúde comprou e produziu um total de 1,4 milhão de tratamentos. De 25 de abril a 25 de setembro, foram distribuídos aos estados 897.419 tratamentos. Cada tratamento, composto por dez comprimidos, significa uma pessoa tratada. Além disso, o Ministério da Saúde mantém em estoque 8,5 milhões em matéria-prima para a formulação do produto, insumo adquirido em 2006 para uma possível pandemia de gripe aviária, que não ocorreu. ATENDIMENTO – A capacidade de atendimento de pacientes em estado grave será ampliada com o aumento do número de leitos de UTI, além da compra de equipamentos necessários nessas hospitalizações, como os kits de respiradores, e de oxímetros (utilizado nas emergências para avaliar o agravamento de problemas respiratórios). As verbas destinam-se, inclusive, para ampliação de leitos de UTI Neonatal, uma vez que as grávidas estão no grupo de risco da doença. Em relação à atenção básica, os estados receberão incentivos para ampliar os turnos das equipes de saúde da família, evitando a sobrecarga nas unidades de saúde, além de recursos para a atualização dos profissionais. O investimento total nessas áreas será de R$ 524,2 milhões. Além disso, outros R$ 22,72 milhões estão destinados à compra de equipamentos de proteção, principalmente para profissionais de saúde, e material para o diagnóstico da nova gripe, um total de 113,2 mil unidades de oito itens diferentes. Entre eles, destacam-se 3 mil embalagens para transporte de amostras infecciosas e 110 mil máscaras. Os exames estão sendo realizados nos três laboratórios de referência do Ministério da Saúde para influenza – Instituto Evandro Chagas/PA, Instituto Adolfo Lutz/SP e a Fiocruz/RJ – e dois laboratórios centrais dos estados do Paraná e do Rio Grande do Sul. O Ministério da Saúde vai financiar ainda cinco pesquisas sobre o comportamento do vírus A (H1N1). Um total de R$ 5 milhões será destinado a estudos sobre a efetividade do medicamento fosfato de osetalmivir na redução dos sintomas e da gravidade da doença e análise das mutações genéticas do vírus. Essas duas pesquisas deverão ficar prontas em um prazo de até um ano. As outras três, sobre fatores de risco, transmissão, gravidade, mortalidade e da validação do insumo produzido no país para o diagnóstico da doença serão finalizadas até o fim do ano. A intenção é validar o produto fabricado no Brasil e nacionalizar a sua produção.
Como se prevenir da gripe
O presidente da República em exercício, José Alencar, aprovou a medida provisória 469, que libera crédito suplementar de R$ 2,168 bilhões para o enfrentamento da pandemia de Influenza A (H1N1). A maior parte da verba será destinada ao Ministério da Saúde, que administrará R$ 2,163 bilhões. O restante – R$ 5,050 milhões – será destinado ao Ministério dos Transportes. A decisão foi publicada na primeira seção do Diário Oficial da União desta terça-feira (6). Os recursos da pasta da Saúde serão utilizados na aquisição de vacinas e medicamentos contra a nova gripe, além de equipamentos para hospitalização, material de diagnóstico, aumento do número de leitos de UTI e capacitação de profissionais de saúde. Do total das verbas aprovadas, R$ 1,06 bilhão será usado na aquisição de vacinas, que serão distribuídas no primeiro semestre de 2010, antes do início do inverno. A recomendação quanto ao número de doses e aos públicos prioritários para receberem a vacina devem ser anunciadas nas próximas semanas pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Com base nestas informações, o Ministério da Saúde definirá a quantidade de vacina que será adquirida. No hemisfério Norte, que deve ser atingido pela segunda onda da pandemia a partir de outubro, com o início do período frio, alguns países, como Estados Unidos, Austrália e Portugal, já começaram a vacinar a população. México e Itália anunciaram o início da vacinação ainda este mês. Diversos estudos científicos ainda estão sendo concluídos para indicar os grupos prioritários para receber a vacina. Sabe-se, de antemão, que não haverá vacinas para toda a população mundial. Mas existe o consenso de que pessoas com mais risco de morrer ou de desenvolver as formas graves da doença e profissionais de saúde, que vão atender a população durante a segunda onda da pandemia, estarão entre os grupos prioritários. MEDICAMENTOS – Com os recursos da medida provisória, o Ministério da Saúde também reforçará o estoque de medicamentos contra a gripe A, com a aquisição de mais 11,2 milhões de tratamentos, representando um investimento de R$ 483,6 milhões. Parte dos medicamentos (2 milhões de tratamentos) será produzida pelos laboratórios oficiais – do Exército, da Marinha e da Aeronáutica, sob supervisão do Laboratório de Farmanguinhos da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). As instituições militares receberão investimento de R$ 20 milhões em infraestrutra. Desde que a OMS informou a ocorrência da nova gripe, o Ministério da Saúde comprou e produziu um total de 1,4 milhão de tratamentos. De 25 de abril a 25 de setembro, foram distribuídos aos estados 897.419 tratamentos. Cada tratamento, composto por dez comprimidos, significa uma pessoa tratada. Além disso, o Ministério da Saúde mantém em estoque 8,5 milhões em matéria-prima para a formulação do produto, insumo adquirido em 2006 para uma possível pandemia de gripe aviária, que não ocorreu. ATENDIMENTO – A capacidade de atendimento de pacientes em estado grave será ampliada com o aumento do número de leitos de UTI, além da compra de equipamentos necessários nessas hospitalizações, como os kits de respiradores, e de oxímetros (utilizado nas emergências para avaliar o agravamento de problemas respiratórios). As verbas destinam-se, inclusive, para ampliação de leitos de UTI Neonatal, uma vez que as grávidas estão no grupo de risco da doença. Em relação à atenção básica, os estados receberão incentivos para ampliar os turnos das equipes de saúde da família, evitando a sobrecarga nas unidades de saúde, além de recursos para a atualização dos profissionais. O investimento total nessas áreas será de R$ 524,2 milhões. Além disso, outros R$ 22,72 milhões estão destinados à compra de equipamentos de proteção, principalmente para profissionais de saúde, e material para o diagnóstico da nova gripe, um total de 113,2 mil unidades de oito itens diferentes. Entre eles, destacam-se 3 mil embalagens para transporte de amostras infecciosas e 110 mil máscaras. Os exames estão sendo realizados nos três laboratórios de referência do Ministério da Saúde para influenza – Instituto Evandro Chagas/PA, Instituto Adolfo Lutz/SP e a Fiocruz/RJ – e dois laboratórios centrais dos estados do Paraná e do Rio Grande do Sul. O Ministério da Saúde vai financiar ainda cinco pesquisas sobre o comportamento do vírus A (H1N1). Um total de R$ 5 milhões será destinado a estudos sobre a efetividade do medicamento fosfato de osetalmivir na redução dos sintomas e da gravidade da doença e análise das mutações genéticas do vírus. Essas duas pesquisas deverão ficar prontas em um prazo de até um ano. As outras três, sobre fatores de risco, transmissão, gravidade, mortalidade e da validação do insumo produzido no país para o diagnóstico da doença serão finalizadas até o fim do ano. A intenção é validar o produto fabricado no Brasil e nacionalizar a sua produção.
sábado, 3 de outubro de 2009
AIDS
Aids
A aids é uma doença que se manifesta após a infecção do organismo pelo Vírus da Imunodeficiência Humana, mais conhecido como HIV (proveniente do inglês - Human Immunodeficiency Virus). A transmissão ocorre por meio do contato com sangue, sêmen, secreção vaginal ou leite materno da pessoa doente. Vale destacar que suor, lágrima, beijo no rosto ou na boca e uso comum de sabonete, toalha, copos ou talhares, entre outros, não transmitem a doença. Desde 1996, com a distribuição gratuita de medicamentos aos brasileiros que necessitam do tratamento de aids, houve um aumento na sobrevida e uma melhora na qualidade de vida dos pacientes portadores do HIV. Atualmente, cerca de 180 mil pessoas recebem tratamento de aids fornecido pelo Ministério da Saúde e distribuído gratuitamente na rede pública de saúde.
SINTOMAS
A aids não se manifesta da mesma forma em todas as pessoas. Entretanto, os sintomas iniciais são semelhantes: febre persistente, calafrios, dor de cabeça, dor de garganta, dores musculares, manchas na pele, gânglios ou ínguas embaixo do braço, no pescoço ou na virilha e que podem levar muito tempo para desaparecer. Com a progressão da doença e com o comprometimento do sistema imunológico do indivíduo, começam a surgir doenças oportunistas, tais como: tuberculose, pneumonia, alguns tipos de câncer, candidíase e infecções do sistema nervoso (toxoplasmose e meningite, por exemplo).
NÚMEROS NO BRASIL
De 1980 a junho de 2007, foram notificados 474.273 casos de aids no país. Nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, a incidência da doença tende à estabilização. Já no Norte e no Nordeste, a tendência é de crescimento.
A aids é uma doença que se manifesta após a infecção do organismo pelo Vírus da Imunodeficiência Humana, mais conhecido como HIV (proveniente do inglês - Human Immunodeficiency Virus). A transmissão ocorre por meio do contato com sangue, sêmen, secreção vaginal ou leite materno da pessoa doente. Vale destacar que suor, lágrima, beijo no rosto ou na boca e uso comum de sabonete, toalha, copos ou talhares, entre outros, não transmitem a doença. Desde 1996, com a distribuição gratuita de medicamentos aos brasileiros que necessitam do tratamento de aids, houve um aumento na sobrevida e uma melhora na qualidade de vida dos pacientes portadores do HIV. Atualmente, cerca de 180 mil pessoas recebem tratamento de aids fornecido pelo Ministério da Saúde e distribuído gratuitamente na rede pública de saúde.
SINTOMAS
A aids não se manifesta da mesma forma em todas as pessoas. Entretanto, os sintomas iniciais são semelhantes: febre persistente, calafrios, dor de cabeça, dor de garganta, dores musculares, manchas na pele, gânglios ou ínguas embaixo do braço, no pescoço ou na virilha e que podem levar muito tempo para desaparecer. Com a progressão da doença e com o comprometimento do sistema imunológico do indivíduo, começam a surgir doenças oportunistas, tais como: tuberculose, pneumonia, alguns tipos de câncer, candidíase e infecções do sistema nervoso (toxoplasmose e meningite, por exemplo).
NÚMEROS NO BRASIL
De 1980 a junho de 2007, foram notificados 474.273 casos de aids no país. Nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, a incidência da doença tende à estabilização. Já no Norte e no Nordeste, a tendência é de crescimento.
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